domingo, 4 de dezembro de 2011

OMRAAM (Aïvanhov) - 26 de Novembro de 2011

Mensagem do Venerável OMRAAM (Aïvanhov) no site francês:
26 de novembro de 2011
(Publicado em 27 de novembro de 2011)

E bem, caros amigos, eu estou extremamente contente de encontrá-los e eu estou, sobretudo, muito contente de, primeiramente, dizer-lhes bom dia, de trazer-lhes meu Amor, e de vivermos uma Comunhão, juntos.
Então, eu lhes proponho, em primeiro lugar, um momento sem perguntas, de Comunhão e, como diria UM AMIGO, de Coração a Coração, não é?
Esse momento de Graça que lhes oferecido para viver quando o desejarem, a partir no instante em que vocês acolhem a Luz, a partir do instante em que vocês estão totalmente inscritos (de algum modo) no Instante Presente.
Então, vivamos esses alguns minutos e, logo após, eu lhes darei a palavra.
Então, Comunguemos.

... Efusão Vibratória / Comunhão ...

Eu lhes dou a palavra, e eu escuto todas as perguntas que vocês têm que fazer para mim.

Pergunta: poderia desenvolver sobre o princípio da Liberdade?

Então, caro amigo, a Liberdade pode se inscrever de vários modos.
Há (vocês sabem, isso são palavras que nós todos empregamos) a Liberdade deste mundo, por exemplo, de pensar.
Ninguém, a priori, pode impedi-los de pensar, mas todo mundo tenta fazê-los pensar segundo uma determinada direção.
Mas o ser humano tem, a priori, a capacidade para exprimir seu pensamento, como ele o crê, eu diria, independentemente de constrangimento.
Mas vocês sabem, evidentemente, que nesse mundo moderno, o conjunto do que vocês podem ver, o conjunto do que vocês podem escutar, tende a dirigir seu pensamento no sentido que é desejado por aqueles que querem conduzi-los, aí onde vocês não têm necessariamente desejado ir, mas onde vocês se submetem, de uma maneira ou de outra (que isso se chame de egrégoras ligadas a crenças, etc., etc..).
Nós lhes falamos, nós, de uma outra Liberdade, e eu volto, de novo, em particular, àquele (talvez) dos Melquizedeques que melhor lhes exprimiu (de algum modo) o que é a Liberdade.
A Liberdade de que lhes falamos é a Liberdade do Espírito.
Que não é a liberdade de pensar, que não é a liberdade escolher ter um filho, ou de não ter um filho, ou a liberdade de se estabelecer em tal região ou em tal outra região do mundo.
Porque, isso, é uma liberdade em meio à prisão: é a possibilidade de ir a uma janela ou a outra.
E IRMÃO K lhes disse que a Liberdade não era deste mundo (ndr: ver, particularmente, as intervenções do IRMÃO K de 1º de abril e de 3 de julho de 2011).
Ou seja, que existia um outro estado da Consciência que era fortemente ligado ao que chamamos de Consciência Turiya (isto é, a Consciência do Estado de Ser, a Vibração, se vocês quiserem, da Luz), que os leva a descobrir outros Espaços de Consciência, outros Espaços de Vibração.
Obviamente, esse corpo é apenas acessível de maneira efêmera (para todos nós, quando nós vivemos), desde o nascimento até a morte.
Portanto, esse corpo é, por essência, efêmero.
Ele está inscrito em uma realidade, que nós vivemos, que nós chamamos de encarnação.
Progressivamente, nós introduzimos, em vocês, a noção de que existia, não somente (é claro, o que muitos de vocês, que estão aí, conhecem, ao menos por ter lido) a reencarnação, mas que existia, além da alma, a Liberdade do Espírito.
E que o Espírito não é deste mundo, e que vocês podiam viver a Verdadeira Liberdade.
Nós sempre lhes dissemos que a Liberdade, é o quê?
É não ser tributário de um tempo, é não ser tributário de um corpo, é não ser tributário, exclusivamente, dos sentidos.
Evidentemente, vocês compreendem que isso é perfeitamente o inverso do que nós vivenciamos, uns e outros, quando nós estamos em um corpo de carne.
Então, é claro, como vocês sabem, houve vários testemunhos (das Estrelas, dos Anciãos, e depois de muitos outros, que não são nem Estrelas, nem Anciãos) referindo-se ao acesso a estados da Consciência específicos, diferentes.
Que nada mais tinham a ver com este mundo, e que não tinham, tampouco, mais nada a ver com o mundo astral, mas que falavam (de algum modo) de Espaços que apenas podíamos conhecer através da Realização da Consciência dita Unificada, ou seja, da Consciência do Si ou do Estado de Ser.
E, naquele momento, a Liberdade era real, porque ela os fazia (de alguma forma) sair, em Consciência, desse corpo.
Não para escapar a esse corpo, mas para percorrer Espaços que nada mais tem a ver com as regras conhecidas da encarnação, do karma, da reencarnação, ou, ainda, das leis da alma, mas fazê-los penetrar as Leis do Espírito.
As Leis do Espírito, naturalmente, assim que falamos, elas não são mais as Leis do Espírito, como disse IRMÃO K.
Mas existe uma diferença considerável: na Liberdade, vocês não são mais assimiláveis ao Corpo no qual vocês Estão, vocês não estão mais localizados em um idade específica, em uma dada identidade (nome, prenome, qualidade, profissão, casado, não casado, divorciado, viúvo).
Quer dizer que vocês não estão mais submetidos às leis deste universo, às leis deste mundo.
Nós lhes dissemos, também, em várias ocasiões, que seria um pouco estúpido acreditar que as Leis, do outro lado, ou seja, ao nível do Espírito, fossem as leis deste mundo tais como elas aparecem sob os sentidos (em particular a visão e a lei de ação / reação, ou seja, a gravitação).
No Universo existem múltiplos Mundos.
E esses múltiplos Mundos podem ser, efetivamente, considerados como inseridos uns nos outros.
Mas isso não é inteiramente verdadeiro, porque, seu eu digo: ‘inseridos uns nos outros’, vocês irão pensar no princípio das bonecas russas, e vocês irão achar que vocês estão confinados em estruturas mais ou menos diferentes.
Não é perfeitamente isso.
Quando vocês descobrem o Si, quando vocês vivem o Estado de Ser, a Realização (chamem isso como vocês quiserem), através da Vibração, hoje, ou através dos testemunhos que lhes deram algumas Estrelas, vocês escapam à sua condição.
Quando dizemos a condição humana, é claro, é uma condição: não podemos ser Livre desde que estamos em uma condição.
Mesmo se, em meio a esta condição, podemos imaginar a Liberdade: sim, vocês são livres para se levantar de manhã ou, se vocês não trabalham, para permanecer na cama, mas isso (é obvio) não é desta liberdade que nós falamos.
A Liberdade (que nós abordamos, uns e outros, com vocês) é a capacidade que se atinge quando vocês saem, justamente, da sua condição.
Isso quer dizer que vocês poderão viver uma Consciência que não está mais limitada a este corpo, a esta vida, a esta encarnação e a este mundo.
Porque nós sempre dissemos que, nos Mundos Livres, não havia qualquer limitação.
A Liberdade é o Ilimitado (mas, isso, é difícil para conceber por um cérebro, isso não pode ser vivenciado pela própria Consciência), ou seja, que vocês não estão mais limitados a um corpo, que vocês não estão mais limitados a uma idade, que vocês não estão mais limitados a uma profissão, que vocês não estão mais limitados ao que vocês veem.
Mas vocês penetram em um Universo, ou em Universos, onde vocês não são mais limitados pelos sentidos, vocês não são mais limitados por um corpo, mesmo das outras Dimensões.
E vocês não são, sobretudo, mais tributários do que vocês chamam, aqui, de concepção linear do tempo.
Nas outras Dimensões, o tempo, tal como é conhecido, não existe mais (como o é sobre esta Terra).
A própria densidade do Espírito nada mais tem a ver: nada é imóvel, nada é fixo.
Admitam-no que isso é, de qualquer modo, estritamente o inverso do que nós vivenciamos, uns e outros, enquanto estamos encarnados.
Então, é claro, disseram que um dia vocês iriam descobrir, do outro lado, a Luz.
Ou disseram que, se vocês melhorassem seu karma, vocês iriam se beneficiar, que vocês iriam viver coisas agradáveis, em outras vidas, é claro.
Ou, então, que vocês iriam viver experiências onde acederiam a poderes incríveis, através do 3º olho (como ver o que é invisível, como aceder a mundos particulares).
E, depois, um dia, vocês têm seres, como nós, que lhes falamos para esquecer tudo isso.
Porque isso não era a Verdade, e que a Verdadeira Liberdade não pode ser concebida como algo que vocês podem viver neste mundo.
E o paradoxo é que não é preciso sair deste mundo para vivê-lo, já que vocês devem vivê-lo nesse corpo (sem isso, se fosse tão simples, nós iríamos riscar tudo com uma traçada de lápis, e nos reencontrar, todos, em meio ao Ilimitado).
Mas o problema é que há uma consciência limitada, confinada, que é a personalidade, que é, ela, fundamentada no medo, fundamentada nas crenças, fundamentada em uma série de concepções Ilusórias, ligadas à própria evolução da matriz e da personalidade.
Porque os fizeram crer que vocês iriam encontrar a Luz, e quando vocês fecham os olhos, se vocês veem uma luz, isso quer dizer que vocês vivem a luz e a liberdade.
Sim, mas até que se prove o contrário, vocês não são livres para deslocar-se até Sirius, ou para se deslocar aonde vocês querem, não é?
A Liberdade que nós falamos é justamente não mais estar limitado: tornar-se Ilimitado, não unicamente no pensamento, mas, ainda, na própria Consciência.
Ou seja, não mais ser tributário de um confinamento, que este confinamento tenha o nome de coração, que ele tenha o nome de relações amorosas, que ele tenha o nome desse corpo (porque nós sempre dissemos que esse corpo é um Templo, mas vocês não São esse corpo, vocês não São a realidade que vocês vivem).
Então, nós empregamos, uns e outros, diferentes linguagens para tentar fazê-los compreender.
Mas, compreender, de nada serve: é preciso, sobretudo, vivê-lo.
Dessa maneira, eu empreguei expressões engraçadas, feitas para diverti-los: a imagem do macaco que tem a mão dentro do pote de amendoins, e que não entende porque ele não pode comer os amendoins.
E ele compreende que, se ele deixa os amendoins, e bem, a mão sai, sem os amendoins.
Mas o problema é que vocês não São nem o pote, nem o amendoim, e que nada que esteja nesse pote pode satisfazê-los.
É a própria Consciência, quando ela está Liberada, que se liberta (de algum modo) dos condicionamentos, das crenças, das concepções, e Liberada também desta personalidade (que é constituída de emoções, de mágoas do passado).
É apenas naquele momento que vocês podem viver a Liberdade, ou seja, o acesso ao Ilimitado.
Então, é claro, vocês têm seres que vão dizer-lhes: Tudo é Um.
E eles vão aderir à Unidade, conceitualmente.
Mas, no entanto, eles não vão viver a Unidade, porque, se vocês vivem a Unidade, isso quer dizer que vocês estão, efetivamente, presentes nesse corpo, mas que vocês têm também a Consciência de que se está em todas as Dimensões ao mesmo tempo.
Portanto, não é unicamente uma invenção da imaginação, ou a adesão a algum conceito: não é uma crença, a Liberdade, é um estado de fato, que é vivenciado ou que não é vivenciado.
Vocês começam a viver a Liberdade a partir do momento (e nós lhes dissemos) em que vocês começam a perceber algumas transformações, em vocês.
Mas eu deixarei o Arcanjo ANAEL, e eu deixarei uma Estrela particular exprimir-se sobre isso.
Aliás, para aqueles que o vivem, vocês sentem bem que este estado Ilimitado apenas pode muito mal (e cada vez pior) acomodar-se com a vida da personalidade.
Eu exprimi isso também: vocês não podem permanecer com as nádegas em duas cadeiras, é a personalidade ou o Estado de Ser.
E tudo o que vai lhes dizer, mais tarde, depois de mim, pode se resumir a isso: vocês querem deixar os amendoins no pote, ou vocês querem continuar mantendo e comendo os amendoins?
Ou então: vocês querem estar na personalidade, ou no Estado de Ser?
Então, nós sabemos, pertinentemente, que há muitos seres que ainda estão convencidos que eles podem viver a Luz prolongando esse corpo eternamente.
Porque, é claro, o que é efêmero, ou seja, a personalidade, ela se crê eterna.
Mas ela não pode ser eterna, vocês sabem, já que vocês nascem, vocês crescem e, todos, morremos.
Obviamente, mesmo se, às vezes, alguns deixam um corpo (como dizer) eterno (ndr: em outros termos, a imputrescibilidade da carne), mas a Consciência, ela não está mais aí.
Portanto, é claro, a Liberdade que nós falamos nada tem a ver com a liberdade de fazer isso ou aquilo.
A Liberdade, em meio à Unidade, não é unicamente esperar fazer o bem para colher o bem, não é evitar fazer o mal para não elevar o mal.
É estabelecer em outro estágio da própria Consciência.
Para ser Livre, é preciso já aceitar e apreender-se de que, nesse corpo, vocês não têm qualquer liberdade.
Então, há múltiplas formas de liberdade, mas, é claro, a Liberdade que nós falamos nada tem a ver com isso.
É a Liberdade espiritual, aquela do Espírito que é (como dizem, sem parar, os Arcanjos) sua Essência e nossa Natureza comum.
Então, é claro, o ser humano, à força de se reencarnar, à força do confinamento, à força da queda, à força do isolamento, tem saudade, em algum lugar, desta Liberdade.
Mas ele chegou a um estado onde ele espera a Liberdade sobre este mundo.
Mas vocês não podem encontrar a Liberdade no efêmero, não é possível: a Liberdade é Eterna, mas a Liberdade não é deste mundo, isso foi dito de diferentes maneiras.

Pergunta: a que corresponde o fato de sentir como explosões e queimação ao nível do ventre, do Ponto OD do esterno e do Coração?

Isso significa que a Porta OD está prestes a ser atravessada.
Quando nós lhes falamos da rachadura do Céu, da rachadura do pericárdio, da rachadura da lagarta, isso não é uma invenção da imaginação: vocês irão explodir (de Luz e de Alegria, é claro, não de terror).
Mas quando algo explode, ou quando algo se quebra ou se rasga, como uma folha de papel, isso faz barulho, não é?
Portanto, vocês têm o Som da alma, o Som do Espírito, o Canto do Céu e da Terra (que cada vez mais seres percebem, real e concretamente, sobre esta Terra), e vocês irão ouvir o Som, a explosão, da Rachadura da Ilusão.
Se vocês quiserem, é como um cartoon (isto é, os desenhos animados): o Céu se rasga e outra coisa se segue.
No momento, nós lhes falamos, uns e outros, da propagação da Luz que atingiu a Terra.
Ela atingiu, também, suas estruturas: é o que vocês percebem.
É, talvez, o que alguns de vocês começam a Vibrar, mais ou menos intensamente.
A um dado momento, o que faz a Luz?
Ela não suporta estar confinada, a Luz.
Ora, eu os lembro de que é nossa Natureza e nossa Essência, então, como é que fazemos para não mais estarmos confinados?
Rasgando-se o que é confinante.
Então, eu vejo já aqueles que imaginam que isso vai se rasgar: a hemorragia, tudo que se abre.
Não, porque é um processo de Luz.
Naturalmente que os fenômenos Vibratórios, as percepções, os Sons desta explosão e desta Rachadura, são perfeitamente reais.
É a penetração da Luz em meio às estruturas físicas.
Bem além das Coroas Radiantes, bem além dos corpos sutis, bem além das Portas de Luz do corpo, mas da totalidade da estrutura, já que a própria Terra se rompe.
Vocês sabem (se vocês se interessam um pouco pelo exterior) que o manto da Terra está prestes a Rachar por toda parte.
Vocês também, vocês irão Rachar-se por toda parte: como vocês querem sair e que sua Consciência se torne Ilimitada?
A lagarta torna-se borboleta.
Eu empreguei esta expressão, já, durante minha vida (eu já disse, quando eu estava em minha última encarnação).
Isso, é uma ilusão, é a personalidade que deseja se apropriar da Luz, confinar a Luz e, sobretudo, permanecer em sua pequena pessoa.
Mas isso não é a Liberdade.
A Luz é Livre, como vocês são Livres, no Espírito.
Portanto, quanto mais isso explode, melhor é.
Eu creio que o Arcanjo ANAEL e, sobretudo, uma determinada Estrela, irão falar-lhes sobre tudo isso.
Ela já falou através da vivência de quando estava encarnada, mas o que ela descrevia, há ainda alguns meses, que lhes parecia, talvez, muito mágico (ou muito fora do que vocês viviam), e bem, aqueles de vocês que estão mais perto desta Rachadura, apercebem-se de que isso não foram boatos (ndr: primeira intervenção da Irmã YVONNE AMADA DE MALESTROIT, de 30 de abril de 2011).
Obviamente, aqueles que absolutamente nada vivem ainda se colocam as questões do que isso quer dizer, mas o que nós ali podemos, não é?
Mas, quanto mais vocês forem para a Liberação (e eu os lembro de que isso não é vocês que decidem, mas a Terra, ao nível coletivo), mais vocês irão viver esse processo: isso vai quebrar por toda parte.
Mas vocês não esperem ver marcas e estrias, não é?: é outra coisa Rasgar-se.
Podemos tomar outra imagem: vocês têm os véus da Ilusão.
Como o Céu está prestes a se Rasgar, como a Terra se Rasga, vocês irão se Rasgar.
Os véus da Ilusão Rasgam-se.
É a única maneira de sair e de se tornar (de algum modo) Livre.
Naturalmente, há muitos seres humanos que estão nas buscas particulares ao nível espiritual, que desejam muito que a Luz se instale, mantendo seu pequeno corpo, mantendo sua pequena situação.
Mas a Luz é uma Revolução.
Se vocês olham todos os seres humanos que vivenciaram esta transformação radical da Luz, vocês veem bem que é alguma coisa que faz tudo mudar, é uma Revolução.
E mesmo para aqueles que não vão realmente à Luz, mas aos planos os mais altos do astral coletivo (quando ele existia): a experiência de morte iminente leva-os a viver o Amor e, portanto, a mudar totalmente a vida.
Vocês sabem que vocês não são mais, nem esse corpo, nem essa personagem que vocês desempenham (e é por isso que alguns de vocês, aliás, sofrem, cada vez mais, por estarem presentes, ainda, sobre esta Terra) e, no entanto, vocês sabem que isso deve acontecer nesse corpo e sobre esta Terra (para aqueles que ali estão, é claro).

Pergunta: visualizar, hoje, é um ato a evitar já que isso releva do 3º olho. Mas RAMATAN, governador da Intraterra, em sua intervenção de 2005, sugeriu visualizar cristais (ndr: livrete “A Humanidade que começa” publicado em nosso site).

Perfeitamente, mas qual é a diferença em relação ao momento em que RAMATAN deu este livrete “A Humanidade que começa”, e hoje?
A diferença é essencial porque, desde então, houve as Núpcias Celestes, que é a ruptura do confinamento em meio ao 3º olho: é a abertura da Coroa Radiante da Cabeça, pela Radiação do Ultravioleta, pelas Núpcias Micaélicas (as Núpcias Celestes), que permitiu Liberar o confinamento do 3º olho.
Portanto, naquela época, quando ali havia as Núpcias Celestes, como vocês faziam para Ver?
Os seres que viviam o Si, é claro, eles jamais lhes falaram do 3º olho, eles lhes falaram do Si, da Unidade, da Alegria, do Estado de Ser.
Será que vocês têm um ser como UM AMIGO, ou IRMÃO K (ou outros, se vocês leem os testemunhos por toda parte, à esquerda e à direita, por exemplo, o Padre Pio) que, um único dia ou uma única vez, lhes falou do 3º olho?
Será que ele lhes falou de visualizar alguma coisa?
Absolutamente não.
Será que as Estrelas lhes falaram do 3º olho?
Então, é claro, RAMATAN estava adaptado a esta época, que era (eu os lembro) antes das Núpcias Celestes.
Quando eu estava em minha última encarnação, eu falava de deus: não havia ali outras palavras.
Mesmo quando eu Comunguei com o Sol (quando eu era jovem) e que eu me conectei com o Sol, para mim, a palavra que eu empreguei, foi a palavra deus: será que vocês gostariam que eu empregasse, nesta época?
Sobretudo no Ocidente.
Obviamente, alguns originários do Oriente, evitaram esta armadilha, porque eles lhes disseram, todos, que deus não existe: há apenas o Si, há apenas o Estado de Ser, há apenas a Alegria, há apenas a Consciência, o Samadhi.
Será que, por exemplo, MA ANANDA MOYI lhes falou de deus?
Jamais, mesmo em sua vida, mesmo quando ela estava encarnada.
Portanto, há uma noção de época.
E, naturalmente, o que eu digo, hoje, eu não teria dito durante minha vida, entre aspas, em minha última vida.
Mas aqueles que tiveram a oportunidade de me ver e de me ouvir falar nos vídeos, vocês bem viram que, no último período de minha vida, eu estava muito mais animado do que na pedagogia estrita de algo estruturado, porque a Consciência começava a ser Livre.
Eu os lembro de que as primeiras descidas do Espírito Santo começaram em 1984, somente, e de que eu estava presente sobre a Terra, naquele momento.
E de que a maioria dos Anciãos que estavam presentes partiu neste período: a missão estava cumprida.
Então, vocês têm, de um lado, seres que se abrem à Vibração, à Liberdade.
Vocês têm, do outro lado, seres que se apropriaram desta Vibração de Luz para exercer sua vontade de um mundo melhor.
Mas isso nos faz rir, nós, lá em cima.
A Luz não é deste mundo: CRISTO lhes disse, os Anciãos lhes falaram, mesmo em sua vida.
É lógico que o trabalho se faz sobre este mundo, e vocês o realizam, nós o realizamos, sobre este mundo.
Mas não para fazer perdurar algo que não pode perdurar.
Evidentemente, quando vocês têm a Visão Etérea, a Visão do Coração, vocês veem as Partículas Adamantinas.
Vocês veem essas nuvens e essas névoas de Luz que descem sobre a Terra.
Mas não se esqueçam de que tudo irá depender, sempre, do seu ‘ponto de vista’: o ponto de vista da lagarta, o ponto de vista da borboleta.
E eles se tornam, como vocês o veem, cada vez mais antinômicos, opostos e em contradição total.
Até o momento em que virão se opor, mesmo violentamente.
Não porque a Luz quer se opor ao que quer que seja, mas porque aqueles que não vivem a Luz, Interiormente, veem a destruição do seu mundo.
E, portanto, eles vão acusar aqueles que estão nas Vibrações de serem loucos.
Mas, do seu ponto de vista, aqueles que Vibram estão loucos.
Coloquem-se em seu lugar, é lógico, e isso não pode ser de outra forma.
Vocês o veem nos casais, vocês o veem nas relações.
Se vocês têm a chance de ser um casal que vive os mesmos processos, tudo vai bem, porque vocês se sustentam Vibratoriamente, mutuamente.
Mas se há um que vive a Vibração, e o outro que está na negação da Vibração, mas isso vai fazer sair faíscas, isso vai desencadear coisas terríveis.
Mas nada podemos ali, vocês nada podem ali.
É a ordem natural das coisas, entre aqueles que permanecem na personalidade (ou seja, na Sombra, no mental cartesiano, nas emoções, nas crenças, nos valores, se vocês preferirem), e aqueles que começam a viver a Liberdade.
Então, para aqueles que estão nos valores morais, sociais, familiares, e que veem os seres que vivem a Liberdade, e eles que não a vivem, mas é um horror: vocês estão prestes a destruir todo seu sistema de crenças.
Evidentemente que isso não pode ir senão a um choque.
Como será possível ser de outra forma?
Nós já tínhamos explicado isso a vocês, longamente, mas vocês o veem sob seus olhos.
Crer que todo mundo deseja ir ao mesmo lugar, é uma heresia.
Querer que todo mundo vá ao mesmo lugar?
Onde está o respeito da liberdade, aí dentro (da liberdade individual, eu não falo da Liberdade da Luz, contrariamente neste momento)?
A liberdade individual é respeitar as crenças dos outros, é respeitar o que pensam os outros, mesmo se é, na totalidade, o oposto.
Mas, é claro, vocês sabem, quando vocês estão na Vibração, vocês irão para a Transparência.
Mas não há nada de pior, para quem está no ego, do que a Transparência.
Porque a Luz e esta Transparência lhe são insuportáveis: a Luz Vibral é insuportável para a personalidade.
E, aliás, eu penso que a Estrela que irá falar vai se exprimir sobre isso porque, quanto mais vocês entram na Luz, mais vocês se apercebem, menos vocês são capazes de realizar as tarefas da personalidade.
Então, naquele momento, a personalidade vai se dizer: espere, é preciso que eu trabalhe, é preciso que eu ganhe a vida, é preciso que eu faça a refeição.
Vocês querem que eu lhes diga uma coisa: A Luz, ela nada tem a fazer do que vocês fazem, ela é a Luz.
A questão é simples: vocês são a Luz, ou vocês não são a Luz?
A partir daí, as coisas tornam-se extremamente simples.
Dito em outros termos: vocês querem acolher a Luz, acolher o CRISTO?
Vocês querem se Abandonar à Luz?
Então, à época, quando se falava se Abandono à Luz, isso nada queria dizer (para alguns de vocês) porque a personalidade estava onipresente.
E, hoje, a personalidade encontra-se confrontada com o quê?
Com os muros de sua própria prisão.
Vocês sabem que a matriz se nutre da oposição, ela se nutre das emoções, ela se nutre, também, das energias das emoções ditas positivas.
O Estado de Ser, nós lhes dissemos, nada tem a ver com as emoções.
Portanto, são dois mundos que não podem se frequentar, e, aliás, não podem se mesclar, tampouco.
E, isso, vocês se apercebem, cada vez mais, a título individual, e vocês se apercebem (eu diria não infelizmente, mas é uma passagem obrigatória) na confrontação total do que eu denominei, à época, ‘duas humanidades’.
Que o Arcanjo ANAEL chamou de Decantação, porque há coisas que se tornam pesadas, e há coisas que se tornam leves.
E, depois, vocês estão entre os dois: entre algo que tende a puxá-los para baixo (os apegos, os medos, quaisquer que sejam) e, do outro lado, algo que tende a elevá-los.
Então, como isso foi dito, não é questão de deixar este mundo, mas de mudar a Consciência, e de aceitar que a Luz transforme sua vida.
Enquanto vocês creem serem mestres de sua vida, vocês não estão na Luz.
Tornar-se um mestre é, justamente, Abandonar-se à Luz.
Como dizia, por exemplo, o mestre PHILIPPE (ndr: PHILIPPE DE LYON), é se tornar o menor, o mais Humilde, o mais Simples.
Tudo isso lhes foi explicado de diferentes modos, mas não é a explicação que basta, é vivê-lo, na Verdade, sem isso, vocês estão ainda, uma vez mais, em uma Ilusão, em uma projeção.
Ora, hoje, nada mais há a projetar, há que Ser.
Então, é claro, alguns vão dizer-lhes: sim, mas é preciso ajudar os seres.
Mas, o que isso significa?
Isso quer dizer que vocês querem manter a Dualidade, porque vocês não compreenderam que o outro, quando vocês levam para ele uma ajuda exterior, vocês consideram-no como exterior a vocês: é tão simples assim.
Isso quer dizer que ele não está inscrito em vocês.
Por outro lado, quando vocês se tornam, Vibratoriamente, Unitário, o Mundo, na totalidade, e as Dimensões, na totalidade, estão no Interior de vocês.
Mas é uma Revolução da Consciência que deve ocorrer.

Pergunta: quando desejamos nos comunicar com um interveniente de outros Planos, como estar seguro de que nos comunicamos com aquele com o qual queremos nos comunicar?

Oh isso, caro amigo, em 90% dos casos não é aquele ao qual vocês se dirigem que responde.
Muitas vezes (se vocês estão na emoção, se vocês estão na vontade) isso será, sistematicamente, o que chamamos de ‘forças astrais’ (que elas sejam etéreas ou que elas sejam densas).
O único modo de entrar em comunicação com as outras Dimensões é, justamente, não querer se comunicar.
Porque, quando você emite um pensamento que você quer dirigi-lo a alguma coisa, você o concebe como exterior.
E desde que você o concebe como exterior, é claro, isso é abortado, porque isso não é mais uma Comunhão e uma Graça, é uma comunicação.
E você jamais sabe, efetivamente, a quem você telefona.
E, naturalmente, há muito pequenos brincalhões do astral que vão dizer-lhes que eles são o Cristo, a Luz, a Virgem Maria, etc., etc..
Mas não é nada disso.
Então, agora, existem também os sinais.
Você não pode se dirigir às outras Dimensões enquanto os Canais de comunicação e de Comunhão não estiverem abertos.
O que são os Canais de Comunhão?
É o Antakarana, são os Siddhis, é o Nada, ou seja, o Som da alma.
Como você quer entrar em contato com o Espírito e a alma se os marcadores desta comunicação (com o Espírito e a alma) não estão presentes?
Naquele momento, vocês entram na oração e na fé, e vocês recaem na matriz astral.
Vocês farão pedidos à luz e vocês são persuadidos de que vocês se dirigem à Luz.
Mas não é a Luz que lhes responde: o que lhes responde está no nível em que vocês ressoam.
Portanto, se a Coroa Radiante do Coração, se o Antakarana e o Canal Mariano não estão constituídos, eu diria, com uma expressão vulgar: macache bono (expressão do jargão argelino que emprega a palavra árabe ‘mâ-kânch’ (« il n'y a pas», não há), onde ‘bono’ (bom, bem) vem do italiano; http://www.languefrancaise.net/forum/viewtopic.php?id=1713), isso não é a Luz.
Então (como eu disse em várias ocasiões), voltem-se para vocês, para o Si.
Enquanto vocês consideram que há qualquer coisa a estabelecer com o exterior, vocês não estão no Si.
E isso vai se tornar cada vez mais verdadeiro, porque, é claro (nós lhes dissemos), todos os seres humanos reivindicam a Luz.
Mas, é óbvio que aqueles que são opostos à Luz Vibral vão dizer-lhes que eles são a Luz.
Não é porque isso tem o gosto da Luz, não é porque isso tem o odor da Luz, que é a Luz.
A única maneira de estar seguro que é a Luz, qual é?
Humildade, Simplicidade, Transparência e Pobreza.
Ou seja, sem emoção, sem mental.
Não são mais vocês que dirigem sua vida, mas é a Luz.
É ainda outra coisa do que pedir à Luz para fazer isso ou aquilo: jamais é a Luz que lhes responde.
Então, além disso, se isso acontece, vocês irão dizer: vocês viram, eu estou conectado à Luz, porque isso que eu pedi está acontecendo.
Mas nada há de mais falso.
Quem lhes diz que o que acontece vem da Luz?
A única maneira de sabê-lo é a Vibração, a Alegria, a ausência de medo, a ausência de emoções, a ausência de mental.
Quando vocês vivem isso, vocês estão em Comunhão com a Luz, mas em nenhum outro momento.
A maioria dos ensinamentos de conhecimento dito exterior (ou Luciferiano) vai levá-los a quê?
Ao esoterismo, ao conhecimento.
E vocês creem que, porque vocês possuem um conhecimento, vocês estão em contato com as outras Dimensões?
Mas nada há de mais falso: vocês estão em contato cm suas próprias projeções astrais.
Há uma barreira que era intransponível, exceto em certos momentos, para alguns seres que vivenciaram o Despertar (e eu não falo de uma iniciação Luciferiana, mas do autêntico Despertar do Coração, a Realização do Si).
Todo o resto são apenas Ilusões.
Mas ainda é preciso ser capaz (e hoje é mais fácil) de se afastar de tudo isso.
Enquanto há uma reivindicação de poder, enquanto há uma reivindicação de: “eu pedi à Luz” ... mas nada há a pedir à Luz já que vocês são Luz.
Portanto, se vocês são Luz, por que haveria necessidade de pedir alguma coisa?
Estabeleçam a Comunhão.
Estabeleçam a Graça.
E deixem a Luz agir.
Se vocês estão no Ser, tudo em sua vida irá se tornar Simples.
E cada vez mais verdadeiro, hoje.
Se vocês são complicados, isso irá se tornar cada vez mais complicado, em todos os níveis, sem qualquer exceção.
O que é que faz sofrer?
Não é a Luz, é a negação da Luz.
Então, depois, é fácil dizer: “eu quero me comunicar com um Arcanjo”, “eu sinto um arrepio, é isso, eu estou em contato com a Luz”.
A Luz não age assim, jamais.
Portanto, muitos, muitos seres humanos, atualmente, estão se enganando, é o que dizia São João (ndr: SRI AUROBINDO): “haverá muitos Chamados e poucos Eleitos”.
Não são Eleitos no sentido espetacular, isso significa, simplesmente, que muitos seres param, no caminho, pela vontade pessoal, pela vontade de bem e pela vontade de sua pequena pessoa, para ver tal coisa ou tal situação melhorar.
Isso não é repreensível, já que cada um é livre.
Mas não é preciso reivindicar o Ilimitado, a Liberdade, o Espírito, a Alegria, permanecendo na personalidade.
São dois mundos que se separam e que se opõem.
O Mundo da Unidade não pode se acomodar no mundo da Dualidade: são dois universos, duas gama de frequências Vibratórias que nada têm a ver.
Então, é claro, vocês têm seres humanos que vão lhes dizer: “isso não é verídico, a liberdade é para estar neste mundo e se considerar livre na cabeça, e fazer o que bem quiser”.
Vocês têm seres, hoje, que têm Vibrações reais e que, no entanto, se apropriam desta Luz, porque sua vontade pessoal não é aquela da Luz.
Em resumo, é muito simples: tudo o que vocês desejarem, basta dizer que o que deseja a Luz para vocês é exatamente o inverso.
Isso é terrivelmente simples, mas, isso, vocês podem não aceitá-lo como tal.
Mas, se vocês o vivem, naquele momento, vocês apenas poderão aquiescer ao que eu lhes digo, através desta frase.
Aliás, a Luz nada deseja: ela É.
Portanto, se vocês se tornam Luz, vocês nada têm a pedir, já que vocês São a Luz: é tão simples assim.
Então, a Fluidez da Unidade, a Sincronia, o acesso às outras Dimensões, apenas pode se viver a partir daquele momento.
Enquanto a Consciência estiver ancorada na personalidade (que crê que há algo de exterior, que quer se comunicar com um Arcanjo), mas ela estará em comunicação com o astral.
Há regras extremamente precisas de comunicação e de Comunhão com a Graça, nós demos a vocês.
Todo o resto apenas pertence à matriz e à personalidade.
E eu os empenho a reler o que disse, há pouco menos de uma semana, NO EYES, em relação, justamente, ao astral e ao que não é o astral (ndr: ver a intervenção de NO EYES de 20 de novembro).
Em relação à diferença entre a energia e a Vibração: são dois mundos totalmente diferentes.
Essas duas vibrações nada tem a ver.
A Luz é Vibral.
A luz astral é energia, ela é emoção, ela é desejo, ela é necessidade de possuir.
A Luz Vibral é Liberdade, Liberação e restituição, ela apenas pode ser Doação.

Pergunta: facilitar a passagem de almas dos mortos, hoje, é sempre útil?

Então, o que chamamos de passadores de almas (ou o que chamávamos de passadores de almas) eram seres que tinham a possibilidade de desenganchar a alma deste lado do véu.
Para levá-las onde?: na matriz astral, do outro lado do véu.
Agora, um passador de almas faz passar a alma deste lado, encarnado, ao lado não encarnado.
Será que um passador de almas leva os seres e as consciências para a Liberdade?
Isso é impossível porque, deste lado do véu, como do outro lado do véu (ou seja, quando vocês saem deste corpo, desta vida), vocês não irão à Luz já que vocês retornam.
Portanto, vocês irão ao astral.
E vocês são acolhidos por seres que são, ou passadores de almas, ou seres que estão aí para acolhê-los.
Um passador de alma faz passar uma alma, de um lado da realidade, a outro lado da realidade.
Mas esta realidade não é o Espírito.
Já que nós sempre lhes dissemos que, sozinho, o próprio ser pode se estabelecer no Espírito e no Estado de Ser.
Não existe qualquer autoridade exterior.
Não existe qualquer mestre, qualquer salvador, qualquer Consciência (mesmo A FONTE), que possa levá-los ao Estado de Ser.
Porque os mecanismos que efetuam este acesso à Liberdade (visto que é a palavra que empregamos muito) é, justamente, o Abandono de tudo o que são os jogos matriciais, ou seja, o fato de que a alma desaparece.
A alma é apenas um intermediário.
Então, é claro, antes da dissolução da trama astral coletiva, o passador de almas tinha um papel: de fazer com que as almas não ficassem mais presas neste lado do véu, mas que fossem do outro lado do véu.
Hoje, é muito mais que isso: não há mais véu.
Então, agora, eu não posso lhes dizer que esses seres tem uma utilidade ou não tem mais utilidade.
O que eu posso simplesmente trazer à reflexão é: sim, eles os liberaram de quê?
E eles os fazem passar onde?
Em função do que eu lhes disse, é evidente que eles não podem fazê-los passar na Liberdade, nem no Estado de Ser.
Mesmo um ser que teria realizado o Estado de Ser (e que viajaria no Sol, ou que iria até a 24ª Dimensão) não pode levar ninguém na Dimensão que ele explora, porque isso é apenas questão de soltar, de Abandono à Luz, de Transparência, de Humildade e de Simplicidade.
Mas são mecanismos Interiores: nenhuma consciência exterior pode fazê-los descobrir a Verdade.
A única Verdade é aquela que vocês podem viver vocês mesmos.
Este mundo (e esta Dimensão na qual vocês ainda estão) é um mundo que tem como base a Dualidade, ou seja, a falta e o vazio, e o medo.
Portanto, vocês irão fazer o quê (e todos nós temos feito o quê)?: buscar preencher esse vazio.
Buscar preencher esse vazio é fazer desaparecer os medos.
É transformar o Amor, no sentido Vibral, em amor humano, e crer que este amor humano, mesmo o mais belo, seja a finalidade.
É crer que uma segurança (qualquer que seja, espiritual ou material) vai trazer-lhes a Liberdade.
Mas a Liberdade não sendo deste mundo, é uma Ilusão.
Logicamente, aqueles que acederam a esta visão da trama astral (ou aos poderes espirituais, quaisquer que sejam), para eles, eles estão persuadidos de que é a Verdade.
Tudo o que nós lhes dissemos é exatamente o contrário disso.
Mas, é claro, se vocês não o vivem, vocês não podem aderir ao que nós lhes dissemos, já que é uma coisa que apenas pode se viver si mesmo, no Interior de si, consigo mesmo, face a si mesmo, entre si e si.
Ninguém pode ali levá-los.
Então, é claro, a Luz vem bater à Porta.
Isso vem ativar as Coroas, isso vem ativar as células: é uma Vibração.
Mas a Luz não pode levá-los na ressonância do que ela É.
É preciso, primeiramente, que vocês abram a Porta: é o que chamamos de Passagem da Porta Estreita.

Pergunta: com qual objetivo MARIA criou o ser humano, a matéria em carbono?

MARIA não criou a matéria em carbono, ela simplesmente permitiu às Consciências penetrarem, Livremente, os corpos, e saírem, à vontade.
Se nós tomamos o ser humano antes das épocas históricas da falsificação: os seres humanos que estavam encarnados (como dissemos) naquele momento, estavam, às vezes, nesse corpo físico, mas tinham a Liberdade total de estar em todas as outras Dimensões, ao mesmo tempo.
Eles tinham consciência de uma estrutura em carbono.
Eles tinham consciência de uma estrutura de Luz.
Eles tinham consciência e uma estrutura, por exemplo, de Cristal, ou ainda de Diamante, dependendo das Dimensões.
E eles eram tudo isso, às vezes.
Eles não estavam limitados por um corpo, eles não estavam confinados em um corpo.
A finalidade desta Criação é a experiência das diferentes densidades.
É como se você me perguntasse porque um pintor faz um quadro: a motivação é profundamente diferente, mas isso faz parte, antes de tudo, da noção de experiência.
Aí onde isso se torna um problema é quando a experiência Livre vira um confinamento.
Ou seja, quando, pouco a pouco, na Consciência, há uma negação do Espírito, há uma incapacidade para viver o Espírito.
Então, é claro, aqueles que confinaram tudo isso foram muito astutos, porque eles lhes disseram que ali havia leis de confinamento e que, se vocês fossem sábios, vocês poderiam se tornar a Luz.
Mas vocês não podem se tornar a Luz, neste mundo, é tão simples assim.
Portanto, MARIA, enquanto mestre geneticista, criou esferas de carbono de Vida, mas que eram Livres.
A FONTE é Livre.
Quando eu digo A FONTE, vocês a assimilam como A FONTE, Alcyone, o Sol Central.
Mas Alcyone pode ser um Arcanjo, pode também sintetizar um corpo físico, como foi o caso nas últimas tomadas de corpo d’A FONTE.
A FONTE é Livre para estar por toda parte.
Quando nós somos Multidimensionais, nós somos Livres para estar por toda parte, em todas as Dimensões, em todos os Tempos, em todos os Espaços e em todos os Sistemas Solares.
Não há qualquer limite.
Então, é claro, aquele que está confinado em um corpo, ele não pode compreender isso (porque todos nós fomos limitados a este corpo, a esta experiência de vida que nós vivemos).
Então, depois, vocês têm a possibilidade de reviver suas vidas passadas, ou, então, de ter acesso ao que acontece do outro lado, a experiência de morte iminente.
Mas será que é a Verdade?
Há ainda outra coisa, como lhes disse IRMÃO K, mas esta outra coisa vocês não podem contextualizá-la, vocês apenas podem vivê-la com a Consciência: quando os Arcanjos lhes dizem, e como nós lhes dissemos que nós estamos no Interior de vocês, mas é a estrita Verdade.
Agora, será porque eu digo que é a estrita Verdade, que isso é a verdade que vocês vivem?
Não necessariamente.
E, no entanto, é a estrita Verdade.
Mas essa não é a sua enquanto vocês não a vivem.

Pergunta: quando as Estrelas e os Arcanjos nos dizem para recorrer à sua Radiância para nos ajudar, como isso se conjuga com a resposta que você deu sobre a comunicação com os seres dos outros Planos?

Isso é muito simples, isso é espantosamente simples: a comunicação não é a Comunhão.
Quando os Arcanjos lhes pedem para recorrer a eles, é pela Comunhão e pela Graça, não é pela comunicação ou por rituais, isso não é, de qualquer maneira, a mesma coisa.
São duas ações profundamente diferentes.
A comunicação os faz considerar uma relação exterior a vocês.
A Comunhão é um estado Interior.
Em um caso, há ‘projeção’ da Consciência.
No outro caso, há ‘introjeção’ da Consciência (como isso foi dito).
São dois mecanismos: um é Vibratório, o outro é de natureza que faz intervir a vontade pessoal.
Portanto, quando os Arcanjos ou MARIA lhes dizem que é preciso pedir, mas não é pedir à Luz alguma coisa, é pedir a Comunhão, viver a Comunhão.
Aqueles que vivenciaram (que isso seja neles, ou frente a si, que isso seja com outro ser humano, presente ou no outro extremo do planeta, que isso seja com outra Dimensão) sabem muito bem diferenciar a Comunhão da comunicação.
Porque a comunicação acontece no plano astral, enquanto que a Comunhão se localiza no Coração.
Mas o Coração, não para dizê-lo (porque todo mundo diz: eu tenho coração, ou reivindica o coração), pela Vibração do Coração.
Vibração igual Vibração: não é uma ideia da cabeça, é uma vivência Vibratória.
E aqueles que vivem a Comunhão sabem que é a Comunhão.
Por outro lado, se vocês querem estabelecer uma comunicação, isso não é uma Comunhão.
A Comunhão acontece no Vibral, ou seja, no Coração.
A comunicação acontece no astral.
E, no astral, vocês sabem muito bem que os faz tomar bexigas por lanternas, muito facilmente.
E depois, vocês se surpreendem, em sua vida, que tudo vai mal e que lhes chegam coisas não necessariamente agradáveis.
Mas é lógico.
Em um caso, o astral os coloca em comunicação com as esferas de Atração e de Repulsão (é a lei de ação / reação), onde vocês irão viver tanto coisas agradáveis como desagradáveis.
Por outro lado, quando vocês estão em Comunhão, toda esta problemática desaparece porque vocês vivem a Alegria.
E a Alegria nada tem a ver com uma emoção (a Alegria com um grande A, maiúsculo, que não é o prazer, é claro).
Portanto, quando os Arcanjos lhes dizem para pedir, sim, mas não lhes foi dito para pedir aos Arcanjos o que vocês desejam.
Estabelecer uma comunicação e estabelecer um pedido, não é a mesma coisa que estabelecer uma Comunhão.
Aliás, tudo separa estes dois princípios.

Pergunta: poderia relembrar como estabelecer uma Comunhão?

Eu não estou aí para dar um curso, isso foi dito (ndr: ver a coluna “protocolos a praticar”).
Há três Pontos da Nova Tri-Unidade.
Vocês têm, também, os Pontos de Comunhão que lhes são próprios.
Então, como saber quais são os seus Pontos de Comunhão, que lhes são próprios?
É muito simples: vocês têm todos os Pontos de Vibração (para aqueles que Vibram) que são mais ou menos intensos (para alguns, isso vai ser KI-RIS-TI, para alguns, isso vai ser uma das Estrelas).
Se vocês estão atentos, vocês irão se aperceber de que além dos Pontos da Tri-Unidade (que foram dados por ANAEL, eu creio) (ndr: ver “Comunhão de Coração a Coração”, na coluna “protocolos a praticar” do nosso site) , vocês têm três Pontos que, em vocês, são mais específicos de seus estados Vibratórios: esses são seus Pontos de Comunhão.
Portanto, focando a Consciência, sucessivamente, ou nos três Pontos comuns à humanidade (o Triângulo da Tri-Unidade inscrito no Coração entre os Pontos MARIA, CRISTO e MIGUEL), ou nos Pontos que vocês percebem, de maneira habitual, focando a Consciência no Ponto ou na Porta (em geral, são ou os Pontos da Coroa Radiante da cabeça, ou nos Pontos reunidos no tórax, ou, eventualmente, no OD-ER-IM-IS-AL do Eixo central) (ndr: a localização desses cinco Pontos, ligados aos Novos Corpos, é indicada na lista de “protocolos prioritários”, na coluna “protocolos a praticar” do nosso site).
Há quem sinta o AL muito mais que os outros.
Portanto, para vocês, isso vão ser os Pontos que Vibram mais, porque são as Portas Vibratórias as mais ativas, em vocês.
Assim, comungar com a Luz não é pedir à Luz: “eu quero ganhar na loto”, ou “eu quero ter dinheiro”, ou “eu quero me casar”, ou “eu quero me divorciar”.
Isso é do astral, é do emocional.
E mesmo se isso responde, objetiva e positivamente, isso é tudo, exceto a Luz: é a satisfação do ego.
A Comunhão não pode enganá-los, porque a Comunhão não é ver alguma coisa que se realiza em sua vida, é, simplesmente, Vibrar no Coração.
E, naquele momento, se vocês Vibram no Coração, vocês sabem que vocês estão no Abandono à Luz.
E, naquele momento, tudo se desenrola em sua vida segundo o princípio da Graça, da Abundância.
Mas, para isso, é preciso deixar os amendoins.
E não mais ter, entre aspas, as nádegas entre duas cadeiras.
Cada vez mais, a Vida e a Consciência vão colocá-los frente a isso.
Cada vez mais, a Luz vai dizer-lhes: onde você está?
E, cada vez mais, vocês irão dar-se conta de onde vocês estão.
A personalidade é complexa.
A personalidade vive apenas através da satisfação ou da insatisfação das faltas, dos vazios e dos medos.
O Estado de Ser vive apenas a Alegria da própria Presença.
Então, é claro, vocês têm, em relação a isso, pessoas que vão me perguntar, ou que estão se perguntando na sala (ou em outros lugares), para dizer: “sim, mas então, se eu não ganho a vida, quem vai me alimentar?”.
O que é que lhes disse o CRISTO?: vocês não podem servir dois mestres ao mesmo tempo.
Até agora, isso, talvez, parecia evidente para vocês: eu mantive tudo o que tinha, mas eu pedia à Luz.
Vocês serão confrontados com a Luz, e essas ações são potentes.
E elas o serão cada vez mais.
E elas os colocarão frente, não ao que vocês creem ser, mas ao que vocês São, na Verdade.
Porque, quem, dentre vocês, ousou fazer a experiência da Fluidez da Unidade?
De Abandonar-se, integralmente, à Luz?
Aqueles que o vivenciaram podem testemunhar, mas o testemunho não irá lhes permitir vivê-lo.
Vocês têm pilhas de pessoas (aqui, como em outros lugares) que vivenciaram o Abandono à Luz: ficar sem dinheiro, sem automóvel, sem mulher, sem marido.
E a Abundância da Luz, naquele momento, permite avançar para ainda mais Luz.
Mas não para ainda mais dinheiro no bolso, ou ainda para mais relacionamentos afetivos: é a personalidade que deseja isso, e isso será sempre a personalidade.
Então, é claro, vocês têm pessoas que vão lhes dizer que, em meio à personalidade, elas podem viver a luz: a luz astral.
Vamos ver no que isso vai dar nas próximas semanas, para aqueles que ainda não o vivenciaram.
Lembrem-se: a Luz é um Fogo devorador.
É um Fogo de Amor que Consome tudo o que não é Verdadeiro, que Consome tudo o que é crença.
Estar de acordo com si mesmo é não estar de acordo com a Luz.
Portanto, até certo ponto, podemos ignorar a Ação da Luz.
Mas chega um momento em que ela é tão intensa, ela é tão presente, que ninguém poderá mais mentir em relação à Luz: é o ‘choque da humanidade’, é o face a face, é a Passagem da Porta Estreita.

Pergunta: utilizar o selo de um Arcanjo, sem nada pedir, é um princípio de Comunhão? (ndr: trata-se dos selos comunicados pelos “7 Arcanjos Principais”, ver a brochura correspondente na coluna “loja” do nosso site).

Perfeitamente, isso participa do estabelecimento de uma Comunhão.
Mas a partir do momento em que há um pedido, qualquer que seja, vocês saem da Comunhão, vocês entram na comunicação e, portanto, no astral.
Mas, hoje, é muito mais simples: se vocês se Abandonam, realmente à Luz, a Luz vai atravessá-los.
Se vocês se tornam Transparentes à Luz, sua vida irá se tornar a Alegria a mais autêntica, independentemente do que chegar à sua vida, independentemente do que chegar a esse corpo, já que vocês não estão mais identificados a esse corpo.
Vocês estão nesse corpo, mas vocês têm perfeitamente a Consciência de que há alguma coisa muito mais viva do que esse corpo.
Nós sempre lhes dissemos que haverá uma solução de continuidade da Consciência.
O ego é que tem medo de morrer, mas a Consciência, ela, não pode morrer.
Portanto, se vocês ainda têm medo da morte, é muito simples, isso quer dizer que vocês estão no ego, sem querer se humilhar.
Não se pode reivindicar a Luz e as Vibrações e continuar a se comportar como uma criança mimada, que quer a Luz só para si mesma, mas, sobretudo, que nada muda em sua vida.
A Luz os leva, por sua Inteligência, a sempre mais Luz.
Que esta Luz faça de vocês um SDF (ndr: Sem Domicílio Fixo), uma pessoa que vai morrer, ou um ser que terá abundância (porque ele ganhou não sei o quê), a Luz irá estabelecê-los no que é o mais justo, para vocês, para viver a Luz.
Se for preciso perder tudo, ao redor de vocês, a Luz os fará perder tudo, ao redor de vocês (mas não são vocês que o decidiram).
E para uma outra pessoa, a Luz, ela irá dar-lhes tudo.
Porque, para esta pessoa, é preciso ter tudo (entre aspas) para estar ainda mais no Abandono à Luz, enquanto que para outras, é exatamente o inverso.
Porque cada ser é diferente, no seu conteúdo, pela sua Origem de Espírito, Dimensional, Estelar (isso vocês sabem).

Eis, caros amigos, eu vou transmitir-lhes todo meu Amor, todas minhas Bênçãos, e eu creio que depois de mim vocês terão o Arcanjo ANAEL.
Eu lhes digo, quanto a mim: boas Vibrações.
Eu lhes digo até muito em breve.
Que a Graça seja sua Morada Eterna, no Amor e pelo Amor.
Até breve.


Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

IRMÃO K - 27 de Novembro de 2011

Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
27 de novembro de 2011
(Publicado em 28 de novembro de 2011)

Meu nome é IRMÃO K.
Irmãos e Irmãs, eu rendo Graças à sua Presença, neste espaço.

Tenho a oportunidade, neste dia, para dar continuidade a uma série de elementos que eu comuniquei, girando, todos, ao redor da Liberdade e do Espírito.
Eu lhes expressei certo número de elementos referindo-se, primeiramente, ao Eixo ATRAÇÃO / VISÃO e, em seguida, elementos importantes para viver e compreender os problemas que ocorrem, atualmente, sobre esta Terra, nesta Dimensão.
Essas palavras que eu empreguei e explicitei são a Liberdade, a Autonomia, o Conhecido e o Desconhecido.
Eu gostaria, hoje, não de acrescentar elementos diferentes, mas, sobretudo de dialogar com vocês com relação, justamente, ao que eu pude dizer sobre essas palavras e situando-as, de novo, em relação ao que lhes foi comunicado, aí também, desde pouco tempo, ou seja, ontem, referindo-se à Unidade, ao Amor, à Luz, a fim de permitir-lhes, por todos os enfoques possíveis, viver o que é para viver, para vocês e para cada um, nesse momento, sobre esta Terra.

A penetração do Espírito ou do Supramental, sobre este mundo, está, como vocês o vivem, talvez, em sua fase final, possibilitando, além de palavras e de conceitos, descobrir e viver a Liberdade, a Autonomia.
Tornar-se Livre, tornar-se Autônomo, viver o Si, a Unidade, o Amor e a Luz, levando-os, pela Consciência e por suas vivências, a reposicionar-se (de maneira, por vezes, inédita) no desenrolar de sua vida e da vida, de maneira geral.
Deste modo, então, em relação a essas palavras que eu pronunciei e ao que eu expressei, nós iremos, então, trocar, juntos, com relação a isso.
Isso será, para mim, a oportunidade de ajustar, talvez, alguns elementos que eu já dei referentes a tudo isso.
Então, na Paz e na quietude, nós iremos, juntos, avançar nesta troca que, eu espero, será, para vocês, proveitosa.
E, além das palavras que vocês irão pronunciar e que eu irei pronunciar, poderá inscrever-se em um espaço comum de Comunhão, permitindo-lhes, efetivamente, viver o que eu poderia denominar a Vibração da Liberdade, a Vibração da Autonomia.
Fazendo-os sair do confinamento do Eixo ATRAÇÃO / VISÃO.
Permitindo-lhes, de algum modo, revelar a Luz na Consciência, no corpo, a fim de interrogar, mais do que questionar, vocês mesmos, sobre o sentido do que está prestes a se viver e sobre o sentido e a finalidade do que está prestes a ser transformado na Consciência, em seus corpos, em suas vidas e sobre este mundo.
Dessa maneira, todos juntos, nós devemos prestar atenção ao que nós temos a nos dizer, uns e outros, sobre esse plano, através do plano em que vocês estão e o nosso plano.
Possibilitando, certamente, a um número crescente de Irmãos e de Irmãs encarnados, dar-se conta do que se vive, a partir do momento em que a consciência dá simplesmente um passo para sair do seu condicionamento, dos seus limites.
Então, Irmãos e Irmãs, eu os convido a esta troca e eu os escuto.

Pergunta: qual é a diferença entre interrogar-se e se questionar?

A interrogação, interrogar-se a si mesmo, corresponde diretamente a um elemento que é introduzido na Consciência ou no corpo, que é diferente do que eu chamaria de costumeiro.
Há, então, uma forma de novidade, um elemento inédito, que virá modificar o equilíbrio da consciência habitual.
Esta interrogação abre as portas, não do mental, mas, sim, da própria Consciência, porque a Consciência vai se interrogar, literalmente, não para encontrar uma explicação, mas para viver, de maneira mais conveniente, com mais Intenção e Atenção, o que foi proposto pela Luz.
Tomemos um exemplo simples (e eu recorro, no que me concerne, ao corpo): nós lhes falamos (e, em particular, desde a intervenção de METATRON) da Porta posterior de CRISTO.
Há, entre vocês, alguns tendo percepções físicas correspondentes a essa Porta, sem, no entanto, saber que isso podia se chamar a “Porta posterior de CRISTO”, ligada à Transparência.
Entretanto, sem mesmo ter a explicação (já que isso foi uma explicação), eles não tinham a percepção e podiam se interrogar sobre o sentido do que era vivenciado, não no sentido tradicional, ação / reação, mas, bem mais, pelo que era trazido por esta sensação corporal e pelas modificações inerentes do comportamento, ou da Consciência, daí resultantes.
Para a interrogação referente a um ponto percebido ou a uma zona percebida, ao nível do corpo, a consciência humana apercebe-se de que, antes mesmo de ter a explicação, e desde que ela se interrogue sobre o sentido do que é vivenciado, isso não remete, necessariamente, a uma perturbação do corpo, mas está correlacionado, assaz facilmente, a certo número de modificações da própria consciência.
O questionamento remete ao mental e à ação / reação e, portanto, a uma causalidade inscrevendo-se no conhecido.
Ao passo que a interrogação vai bem além da resposta apresentável ou apresentada, no conhecido, mas faz interrogar sobre um sentido ligado, justamente, ao Desconhecido, tal como eu abordei.
Dessa maneira, questionar-se sobre uma dor nas costas, entre as omoplatas, irá remetê-los à possibilidade de uma perturbação desse corpo (artrose, má posição na cama, má movimentação, alteração pulmonar ou cardíaca).
Enquanto que a interrogação os faz considerar, quer vocês queiram ou não, uma origem não conhecida e não física, para, no entanto, uma manifestação dita física.
A interrogação os remete a um sentido que está além do conhecido e que corresponde, muito exatamente, à ação do Supramental: a ação, como dizia UM AMIGO, do plano de la Città, na energia comum ou na energia vital.
O sentido da ‘interrogação’ é profundamente diferente do sentido do ‘questionamento’, porque o questionamento recorre a uma resposta pela razão, pela lógica cartesiana.
A interrogação recorre a uma resposta ou, em todo caso, a uma busca de sentido, escapando à razão e escapando a um aspecto lógico, cartesiano, mas tomando sua origem, justamente, no Supramental.
Eis o que eu quero dizer com isto.
A interrogação os remete ao Desconhecido.
O questionamento os remete ao Conhecido.
É por esse princípio mesmo que a Consciência se transforma e que, como dizia e expressava UM AMIGO, vocês poderão passar do eu ao Si.
Desde, digamos, um pouco mais de uma geração, a passagem do ego ao Si ocorria de maneira extremamente brutal, por uma experiência particular que culminava em uma reversão, súbita e abrupta, da Consciência, em um momento perfeitamente reparável, denominado “abertura do Coração” (qualquer que fosse o elemento causal), mas que resultava, em última análise, em uma revolução e em uma mudança da Consciência, totalmente fulgurante.
Para vocês todos, e para a maioria de vocês que estão aqui e que irão ler minhas palavras e que vivem processos de Consciência, vocês sabem, pertinentemente, que, para vivê-lo, a Consciência procede por toques sucessivos, e que esses toques sucessivos realizam, de alguma forma, um mecanismo de Reversão final de Passagem da Porta Estreita, como isso foi dito, de maneira, muitas vezes, progressiva e não brutal.
Isso está ligado ao modo de penetração da Luz.
No que se refere, por exemplo, aos Anciãos, tendo, todos, vivenciado a Unidade durante sua vida, o processo foi abrupto.
Havia um antes e um depois.
E, para vocês todos que vivem, hoje, nesse tempo, essas transformações, vocês sabem, pertinentemente, que, talvez, houve, em sua vida, um antes e um depois.
Mas que cada dia foi constituído de um antes e de um depois, porque a penetração do Desconhecido se faz, em vocês, de maneira progressiva.
Isso realizou as Núpcias Celestes, isso realizou o que foi denominado, ontem, a Fusão dos Éteres, ao nível do corpo, com uma espécie de limiar de saturação permitindo o basculamento, se o podemos dizer, final, da humanidade.
A diferença principal se situa, também, no próprio sentido da Vibração e da própria energia.
Assim, no século passado, desde mais de uma geração (que isso tenha me referido, que isso se refira a UM AMIGO ou ao Mestre RAM, por exemplo), houve uma espécie de fulgurância que estava ligada a um movimento da energia, que eu qualificaria de ‘ascendente’, ligada ao despertar da Kundalini que, de algum modo, vem abrasar o Coração e realizar o Despertar do Coração.
As coisas são profundamente diferentes nos últimos trinta anos, já que a polaridade da energia não é mais uma energia ascendente (mesmo se ela se torna agora), mas é a Luz que, realmente, chegou até vocês.
Não havia, como dizer, brutalidade, nesta ação, já que ela foi cumulativa, progressiva, saturante, mas se estendendo, como vocês o veem, em um tempo que, em última análise, será inferior a 30 anos, já que se estende, como isso foi dito, entre o mês de agosto de 1984 e o mês de julho de 2012 desse calendário.
Deste modo, então, este período de tempo permite realizar uma descida da Luz, do Supramental, por uma abordagem progressiva.
Fazendo com que o processo de iniciação da Luz, em meio à consciência humana, ocorra em uma série de etapas e não mais de maneira fulgurante.
Como durante o Despertar da Kundalini, como isso foi descrito por alguns mestres, ao longo dos séculos, tanto no Oriente como no Ocidente (mesmo se a fraseologia não era a mesma), mas reenviando ao mesmo processo, brutal e instantâneo, do Despertar da Kundalini.
Há, então, dois movimentos energéticos e Vibratórios: um que é um movimento de ascese pessoal, purificando suficientemente o que é chamado de ego e permitindo o abrasamento da Kundalini.
Isso se referia a um número extremamente limitado de consciências humanas encarnadas.
Enquanto que hoje o processo, como vocês sabem, é por vezes individual e coletivo.
E é, então, progressivo: uma progressividade estendendo-se até quase uma geração.
Eis o sentido, se vocês quiserem, da diferença que pode existir entre o que era possível, desde mais de 30 anos, e o que se tornou possível, doravante, de maneira cada vez mais patente, de maneira cada vez mais evidente (em todo caso, para aqueles de vocês que vivem esses processos).
Obviamente, aquele que não é referido por esses processos de transformação (mesmo progressivos, no momento) pode ser considerado como adormecido ou prisioneiro de um sistema de crenças, de condicionamentos.
E nós não temos que nos colocar a questão da liberdade de cada um de se liberar de suas próprias crenças, de seus próprios condicionamentos.
Simplesmente, há, no tempo antigo (se o podemos nomear assim), uma noção de rapidez, alguma coisa que fulminava.
Enquanto que, muitas vezes, vocês lembram que a imersão da sua Consciência, hoje, na Luz, ocorre por um movimento ‘descendente’ e, agora, subindo.
Mas a iniciação não é passada por uma purificação do ego, depois por um acesso ao Coração, mas, bem mais, por uma descida do que foi chamado de Supramental, ou Espírito Santo, ou a Skakti que, pouco a pouco, perfurou a bainha dos chakras e modificou, pouco a pouco, progressivamente, a Consciência.
O objetivo é criar um mecanismo de aclimatação.
O mecanismo de aclimatação é essencial, a partir do momento em que o processo não é mais individual, mas se refere, quer queiramos ou não, a certo número de indivíduos e, então, ao que podemos chamar de fenômeno coletivo ou global permitindo, de algum modo, como isso foi dito, realizar uma propagação da Luz, passo a passo, de Consciência a Consciência, pela própria Inteligência da Luz e porque, também, o número de seres humanos que ancoraram a Luz e que revelaram a Luz e que desvendaram a Luz, possibilitou isso, de maneira muito mais fácil, e permitindo limitar as consequências da irrupção total da Luz, em meio à consciência limitada, e em meio a um mundo que não conhece a Luz.
Eis o que eu posso dizer.

Pergunta: quando uma pessoa atinge o Si, quanto ao seu ambiente, pode reagir?

Meu Irmão, ela não pode apreendê-lo.
A circunvizinhança que não vive isso vai considerar isso como uma pura loucura, como uma saída da realidade ordinária.
A comunicação irá se tornar, necessariamente, cada vez mais difícil, cada vez mais tensa, entre aquele cuja consciência está centrada neste mundo e aquele cuja Consciência, enquanto estando neste mundo, já não é mais deste mundo.
Isso se traduz pelo que foi chamado (e que irá se traduzir de maneira cada vez mais fulgurante e violenta) pelo que o bem amado SRI AUROBINDO chamou de ‘choque da humanidade’.
O choque da humanidade está, naturalmente, ligado à revelação da Luz e à diferença de vivência de Luz entre aqueles que integram a Luz (e que aceitam os efeitos, que eu denominaria, hoje, de mutagênicos) e aqueles que recusam, na totalidade (porque é sua liberdade), a Luz.
Tanto que, desde mais de uma geração, quando o processo de Despertar do Coração se referia a um ser que se isolava do mundo ou que se tornava adepto ou discípulo, ele não estava incomodando, porque esta pessoa não podia transformar o mundo, de qualquer maneira.
Hoje, não são vocês que transformam o mundo por qualquer vontade, mas, sim, pela propagação e pelo enxamear da Luz e pela ancoragem da Luz, em um número de Irmãos e de Irmãs cada vez mais considerável (que causam dificuldade, para esses seres).
Porque a negação da Luz é possível até certo nível.
Mas chegará um momento em que a intensidade da presença da Luz (que isso seja em cada um, como no conjunto da Terra) irá provocar, de maneira formal, uma separação total de duas humanidades.
Não é a Luz que cria a transformação e a separação, obviamente, mas o comportamento de cada ser humano em relação à Luz: em sua aceitação ou em sua recusa da Luz.
Dessa maneira, então, o ambiente (que ele seja familiar, profissional, afetivo, social) vai implicar, de qualquer modo, um medo ou uma recusa, porque há, efetivamente, uma ameaça.
A irrupção do Desconhecido é sempre um perigo para aqueles que recusam o Desconhecido, para aqueles que recusam sair dos esquemas estabelecidos, do conjunto de crenças.
Ora, vocês sabem (por vivê-lo), para alguns de vocês, que o desdobramento da Luz se traduz pelo desaparecimento total de todas as crenças.
O ser humano se transforma de um ser de crenças e de submissões, em um ser de Liberdade, de Autonomia e que não tem mais qualquer crença.
E, naturalmente, mais nenhuma crença, para aquele que vive na crença, representa a ausência de ortodoxia e a ausência de segurança.
E não há nada mais insuportável, para o ser humano, do que se sentir inseguro, em todo caso, enquanto ele não vivenciou a Luz.
Deste modo, então, nenhum ser humano pode apreender o que acontece para aqueles que vivem o processo Vibratório, enquanto eles mesmos não fizerem a experiência.
Então, é claro, eles vão usar uma linguagem que lhes é conhecida, em meio às suas crenças.
Que eles chamem isso de posse e que a negação passe por uma forma de denúncia, que a negação passe por uma separação.
Mas não é a Luz que separa.
Pelo contrário, é o conjunto de seres humanos que se desvia, de qualquer forma, no momento, da Luz, porque isso representa, efetivamente (para as diversas esferas de vida do ser humano), um imenso perigo, já que o ser humano que vive a Luz está totalmente liberado de qualquer condicionamento, de qualquer crença, de qualquer passado e de qualquer futuro.
Assim, então, ele escapa à lógica da personalidade, ele escapa à lógica do conjunto de crenças da humanidade, quaisquer que sejam.
O domínio da crença pertence à personalidade.
O domínio do Si, da Unidade, do Coração, não tem o que fazer de qualquer crença.
Aliás, a Abertura do Coração se traduz pelo desaparecimento, mais ou menos brutal, mais ou menos progressivo, do conjunto das crenças, enquanto isso não é experimentado.
Porque o Coração dá acesso à Verdade, além de qualquer questionamento (mesmo na interrogação), já que o Espírito que é tocado compreende perfeitamente e vê, mesmo se ele não pode exprimir a trama lógica, que o conjunto do que é confinante, neste mundo, representa, em última análise, um conjunto de medos que foram domesticados.
Dessa maneira, então, vocês não podem modificar o ambiente.
A partir do momento, aliás, em que vocês procuram modificar o ambiente, vocês saem, instantaneamente, da Luz.
Porque a Luz é um estado de Ser.
Ela não é a vontade de mudar o mundo, porque uma vontade de mudar o mundo se inscreve, de maneira definitiva, em um sentido de melhoria do que quer que seja.
Ao passo que aquele que vive o Coração sabe, pertinentemente, que a Luz e o Coração não são deste mundo e que nada há a melhorar na perfeição da Consciência do Coração.
Não pode mais existir projeção da Consciência, melhoria ou busca, mesmo no sentido espiritual, já que o Espírito é encontrado.
Não há, então, que aplicar qualquer receita ou qualquer Luz, sobre algo que rejeita a Luz.

Pergunta: poderia desenvolver sobre a humildade?

Resumidamente, nós podemos dizer que existem duas formas de humildade.
Uma humildade mental (que está ligada a princípios religiosos adotados) onde a humildade vai considerar, por um esforço de vontade, tornar-se humilde, silenciar, constrangendo a vontade, o conjunto das manifestações ligadas às regras deste mundo (que elas se denominem, como vocês sabem, predação, competição), para entrar em um modelo religioso ou em um modelo de crenças, qualquer que seja.
E existe uma Humildade natural da Consciência que descobre a Luz e vive a Luz e que, pouco a pouco, por esta efusão de Luz e esta realização de Luz, por toques sucessivos, vai fazer compreender as palavras de CRISTO para fazê-las viver diretamente: “vocês não podem servir dois mestres ao mesmo tempo”, “vocês não podem estar sobre este mundo, neste mundo e estar fora deste mundo”.
Vocês não podem, ao mesmo tempo, reivindicar o eu e viver o Si.
Há, então, muito naturalmente (pela efusão do Supramental e pela transformação, mais ou menos progressiva, da consciência), um desaparecimento total da noção do eu.
Não como uma imposição, mas, sim, como uma evidência da Luz, onde enquanto existe uma apropriação (de um corpo, de uma família, de um papel, de uma crença), e bem, tão simplesmente, o ser não é Livre.
Abrir o Coração é tornar-se Livre, é não rejeitar quem quer que seja ou o que quer que seja, mas aceitar que cada um viva sua liberdade, mesmo se sua liberdade for oriunda, diretamente, de suas crenças e de seus confinamentos.
Assim, viver o Coração não é a vontade de transformar o mundo, ainda menos a vontade de agir na ‘vontade de bem’, como isso foi transmitido por alguns ensinamentos espirituais, que apenas são ensinamentos espirituais da alma opondo-se, na totalidade, à concretização do Espírito, ou seja, à transformação deste mundo pela Luz.
Existe, em meio à personalidade, um desejo de aperfeiçoamento, mas que irá se exprimir sempre através deste mundo e sempre através da personalidade.
A personalidade jamais irá permitir, por um conhecimento exterior, viver o Coração.
Apenas a partir do momento em que a personalidade se apaga, realmente e em consciência, a partir do momento em que vocês não jogam o jogo da predação, dos apegos, das crenças e dos confinamentos, quaisquer que sejam, é que a Luz do Coração, a Luz Vibral, pode, realmente, instalar-se.
E isso apenas se faz, efetivamente, por esta Humildade que é a compreensão de que vocês não podem ser Luz, neste mundo, enquanto estando sobre este mundo.
E que a Luz não é deste mundo e que ela visa, justamente, fazê-los sair deste mundo, por uma transmutação deste mundo, por completo.
Não desejando transformá-lo, mas se transformando, vocês mesmos, pela ação da Luz, ou seja, pela Porta da Humildade ou da UNIDADE (o que é a mesma coisa), conduzindo à Simplicidade e à Passagem da Porta Estreita.
Deste modo, então, a verdadeira Humildade é, de algum modo, a conscientização de que a Verdade não é deste mundo e de que vocês não podem encontrar qualquer verdade, mesmo oculta, em meio a este mundo, que lhes permita encontrar a solução, de alguma forma, do que vocês são, neste mundo.
Por mais que vocês conheçam todos os mistérios deste mundo, por mais que vocês conheçam o conjunto de suas vidas passadas, por mais que vocês conheçam a verdadeira história deste mundo, por mais que vocês conheçam o conjunto dos mecanismos e das engrenagens de todas as crenças e de todos os condicionamentos, isso jamais irá torná-los Livres.
A única coisa que os torna Livre é a Liberdade do Espírito e, portanto, deixar se estabelecer, em si, o Si, ou seja, o Espírito.
Mas isso não pode ocorrer, de forma alguma, por uma busca exterior, e enquanto vocês estão submissos à crença de que explorando tal domínio ou tal outro domínio, mesmo oculto, mesmo esotérico, mesmo mágico, vocês jamais poderão sair da Ilusão.
Enquanto vocês creem ser dependentes de um ser, vocês não podem ser Livres, qualquer que seja este ser.
Enquanto vocês estão apegados, vocês não podem ser Livres.
Então, é claro, existem pilhas e inumeráveis ensinamentos que, de algum modo, procuraram dar-lhes os mecanismos de funcionamentos psicológicos, psico-espirituais, se o podemos chamá-los assim, de compreensão dos mecanismos invisíveis.
Mas a compreensão jamais irá lhes dar acesso ao Espírito, enquanto não houver Humildade.
E a Humildade é, justamente, como isso foi dito em várias ocasiões, Abandonar-se à Luz.
Mas enquanto o eu, a personalidade, quiser se apropriar da Luz para obter uma vantagem qualquer, ela não poderá viver a Luz.
É isso que vocês estão prestes a viver, por pequenos toques, mais ou menos pronunciados, que os coloca frente às suas escolhas e que os coloca frente à compreensão dos mecanismos, por sua vivência direta, do que é o Coração e do que ele não é.
O ser humano sempre teve tendência, quando ele está confinado, a recriar regras, ainda mais confinantes, para ele próprio se sentir seguro já que a personalidade, é claro, é construída sobre a falta, sobre o medo, sobre o efêmero.
Esta personalidade vai sempre buscar elementos de segurança, que isso seja em um casal, em um trabalho, no dinheiro, em tudo o que faz a vida, sobre este mundo de predação e de competição.
Mas o CRISTO lhes disse: “meu Reino não é deste mundo”.
E vocês não podem descobrir o Reino do Espírito, de qualquer maneira e de qualquer modo, enquanto vocês aderem a este mundo.
O que não quer dizer sair deste mundo, mas, sim, mudar a própria Vibração da Consciência, não por um desejo, mas, bem mais, por um Abandono e uma Renúncia.
Isso corresponde, também, ao que disse o CRISTO (a Passagem da Porta Estreita): “ninguém poderá penetrar o Reino dos Céus se não se tornar de novo como uma criança”.
E uma criança, a priori, no caso ideal, não tem qualquer crença senão aquela do instante presente.

Pergunta: qual é a relação entre Ilimitado e Humildade?

O Ilimitado não pode ser apreendido enquanto não existe Humildade.
Enquanto há a necessidade de explicar, de questionar, enquanto há uma necessidade de apropriação ou de compreensão, é apenas a personalidade que se exprime.
A personalidade é condicionada e limitada.
Ela não pode, então, de qualquer modo e de qualquer maneira, conhecer e viver o Ilimitado.
Apenas no fim do limitado que o Ilimitado pode ser vivido.
O Ilimitado corresponde, do mesmo modo, à Unidade e, do mesmo modo, à Humildade.
O Ilimitado é não mais ser tributário de um corpo.
Como lhes disseram muitos Seres despertos (ao nível do Coração): eles não são esse corpo e, no entanto, eles habitam esse corpo.
Esse corpo é um Templo.
Mas o Templo nada é se ele estiver vazio.
Enquanto vocês se identificam a este corpo, enquanto vocês se identificam a esta pessoa, a este papel, qualquer que seja, vocês estão na limitação e no limitado.
O Ilimitado é o Coração.
E vocês não podem viver o Coração sem passar pela Porta Estreita.
A personalidade, através dos seus jogos, denominados mental e emocional, vai muito exatamente fazê-los crer o inverso.
E é aí que reside o conjunto dos ensinamentos que vocês chamam de espirituais.
Durante minha última encarnação, eu me elevei braviamente, porque não existe qualquer mestre, qualquer que seja, que seja capaz de abrir-lhes o Coração.
Há, então, nesse nível, mesmo se isso jamais foi dito, uma necessidade de controlar e de submeter, por aquele que exerceria esta autoridade, dita espiritual, outro ser humano.
Vocês não podem dar a Liberdade a alguém.
A Liberdade se cria, em si, justamente, pelo acesso ao Ilimitado.
Mas, para isso, é preciso renunciar ao limitado.
Isso de que falo é bem um mecanismo de Consciência, de onde vão resultar uma série de comportamentos, uma série de observações, uma série de interrogações, levando a viver o Ilimitado.
O Ilimitado não depende de qualquer condicionamento, nem de qualquer localização, espacial ou temporal.
O próprio do limitado é estar localizado em um corpo, em uma vida, em uma memória.
O Ilimitado não pode ser de forma alguma limitado, justamente, pelo que limita a encarnação.
O Espírito, o Si, não tem que ser criado, já que ele existe de toda eternidade.
Ele é independente de todo tempo e de toda localização.
Jamais a personalidade, quaisquer que sejam seus esforços, pode realizar o Si.
É apenas, justamente, no momento específico em que o Si se revela, que o eu vai se apagar.
Mas, em nenhum momento, o eu pode pressionar a Luz, mesmo se, para isso, vocês falem a língua dos Anjos.
Como diria, eu creio, São Paulo: vocês podem conhecer todos os mistérios do Universo, isso não significa, no entanto, que vocês viverão o Coração.
Porque as leis do Espírito, eu repito, não são as leis deste mundo.
O abuso de confiança, se o podemos dizer, foi crer que as leis do Espírito eram as leis do corpo ou as leis da alma.
Não há qualquer sobreposição possível entre as duas.
Nenhuma analogia é possível entre as duas.

Pergunta: quando vivemos com alguém que recusa a Luz, qual a atitude que devemos adotar?

Querido Irmão, isso poderia dizer que faz parte do seu desafio.
Não há resposta uniforme.
Não há resposta global a esse processo, porque cada situação e cada relação são diferentes.
Mas é evidente, como eu disse, que, cada vez mais, a oposição irá se tornar total e cada vez mais frontal, com aquele que recusa a Luz.
O paradoxo sendo que aquele que vive a Luz não pode se opor, porque, senão, ele recai na Dualidade.
Ele apenas pode Irradiar e Ser.
Então, é claro, isso irá se traduzir, inevitavelmente, por algumas transformações das relações.
Mas isso se fará, não por uma vontade pessoal, mas, sim, pela própria Inteligência da Luz.
Dessa maneira, então, se a antinomia e a oposição forem bastante importantes, a Luz, na condição de que vocês deixem-na agir, virá transformar, de maneira por vezes considerável, uma determinada relação.
Não são vocês que agem, não são vocês que decidem, mas é a evidência da própria Luz que vai criar o que deve ser criado, para que cada um possa viver sua Liberdade.
Sua liberdade limitada ou sua Liberdade Ilimitada.
É preciso, naquele momento, colocar-se as questões corretas: por que vocês estão nesta situação?
Mas esta questão não deve girar constantemente no mental como um problema de decisão quanto ao que vocês têm que fazer nesta relação, mas, bem mais, aí também, aquiescer à Luz, não reagir, mas se fortalecer no Ser.
Se vocês se fortalecem no Ser, pelo Abandono e pela Renúncia, vocês irão constatar que o que era difícil tornar-se cada vez mais fácil, para um como para o outro.
Lembrem-se: quando vocês morrem, vocês não levam seus filhos, vocês não levam seu dinheiro, vocês não levam seu cônjuge.
Vocês nada levam.
Por que isso deveria ser de outra forma no desdobramento coletivo da Luz?
Cabe a vocês colocar a questão, a única questão: o que, em vocês, os impede, devido ao que vocês vivem, não de pôr fim, mas, sim, de deixar a Luz agir para trabalhar no sentido de sua própria Inteligência, mais do que decidir como se comportar?
Aí está, para vocês, o que eu nomeei o desafio a conscientizar.
Porque a Inteligência da Luz (que isso seja não importa qual situação, não importa qual relação) tem apenas um objetivo: simplificar a Consciência e a vida para vocês, mesmo se isso lhes pareça árduo, complicado, difícil.
Isso apenas parece árduo, difícil e complicado para o olho da consciência limitada e fragmentada, ou seja, para a consciência da personalidade.
Desde que vocês aceitam remeter-se à Inteligência da Luz, vocês irão constatar, por vocês mesmos, que as coisas vão ao sentido do Abandono à Luz, da facilidade, da Fluidez e da lei da Graça, da lei da Atração (e não mais segundo o princípio da Dualidade, isto é, da ação / reação).
Na realidade, as situações, os seres, mesmo nas relações as mais próximas, apenas estão aí para fazê-los, de algum modo, compreender e viver o que é a ação / reação, a fim de não mais ser submetido à ação / reação e entrar na ação da Graça, ou seja, Abandonar os jogos da personalidade (seja em uma relação afetiva, social, profissional, ou em qualquer tipo de relação ou de interação).
Lembrem-se: independentemente do que vocês vivem, passar do limitado ao Ilimitado, passar do eu ao Si, da consciência fragmentada à Consciência Ilimitada, não pode se realizar, plenamente, enquanto vocês têm a impressão, ou a vontade, de agir contra alguma coisa.
Como isso foi dito, vocês estão, nesse momento, muito exatamente no lugar que deve ser o seu para viver o fim de todo lugar, isto é, o fim de toda fragmentação.
Alguns são crianças, outros são idosos.
Alguns são aposentados, outros estão à procura de emprego.
Alguns dentre vocês estão sozinhos, outro vivem em casal.
O conjunto das circunstâncias da sua vida, e, então, da sua personalidade, está aí apenas para interrogarem-se sobre o que vocês estão prestes a viver.
Não para ali se voltar, incansavelmente, na ação / reação, mas, sim, como eu disse, como um desafio a solucionar.
Esse desafio não exigindo uma razão, mas, sim, um Abandono à Luz.
Porque a Luz, como isso foi dito, será sempre, e de muito longe, superior à personalidade, superior em Inteligência, superior em Evidência e superior em Alegria.

Pergunta: enquanto homem, não mais sentir desejo sexual pela mulher, mas ver a mulher mais como uma mãe, como uma irmã, seria um indicador de que vamos para o Si?

É evidente, qualquer que seja a idade, que a partir do momento em que os princípios de Atração e de Visão são transcendidos, não pode existir a menor busca de complementariedade no exterior de si.
Isso não contradiz a noção de casal.
Mas a relação de casal se torna profundamente diferente porque ela não tem mais como base uma busca de segurança, ela não mais necessita exprimir-se de modo sexual, ela não mais necessita exprimir-se através dos jogos de sedução ou através de suposições arriscadas, como isso foi chamado, ao nível das leis da alma, de ‘chamas gêmeas’ ou de ‘almas irmãs’ (que apenas existem no fantasmagórico de alguns seres que são viciados em concepções que eu chamaria de Luciferianas).
Já que o Espírito é totalmente por si só, já que ele contém todos os outros, por que haveria necessidade de esperar uma complementariedade ligada a um sexo oposto?
Obviamente, vocês não podem forçar o corpo de desejo.
E, como eu o expressei, a um dado momento, gradualmente e à medida da penetração da Luz (bem além das Coroas Radiantes, como é o caso atualmente, pela Fusão dos Éteres), é evidente que o homem, no sentido o mais nobre, não terá absolutamente mais necessidade de buscar o que quer que seja no exterior de si.
Será o mesmo para a mulher.
Nas Dimensões Unificadas (e mesmo no que é chamado de 3ª Dimensão Unificada, que não é mais falsificada), a sexualidade não existe, a família não existe, a necessidade de comer não existe.
As circunstâncias de vida, mesmo nos Mundos em carbono, ditos Unificados, não têm estritamente nada a ver com este mundo.
Este mundo é um mundo falsificado pelo Eixo ATRAÇÃO / VISÃO, onde o conjunto desta matriz apenas se mantém pela existência do que é chamado de corpo de desejo.
Deste modo, a relação homem-mulher, com base em um sentimento de ausência de completitude (mesmo a mais harmoniosa), apenas traduz a ação da personalidade.
Não há, no entanto, absolutamente que buscar uma solidão, qualquer que seja.
Mas, simplesmente, o homem ou a mulher que vive a Unidade não pode exprimir as mesmas necessidades, nem os mesmos desejos, daquele que vive na personalidade.
Não há mais casal, no sentido em que vocês vivenciaram neste mundo.
Há uma amizade, há um companheirismo, há uma relação de reciprocidade na Liberdade total de um e de outro.
Isso é especialmente verdadeiro nos casais.
Enquanto vocês quiserem forçar o outro a fazer alguma coisa, vocês retiram a Liberdade dele e, portanto, vocês não podem viver a Unidade.
Isso não é algo, aí também, para adotar como regra, mas algo que deve se estabelecer na evidência da Vibração e na evidência do Coração e na evidência da Unidade.
Evidentemente, há interrogação porque, para a personalidade, desde que o desejo desaparece (que ele seja de comer porque alguns não têm mais necessidade de comer, que ele seja ligado às necessidades sexuais), é claro, a ausência de desejo remete ao medo: medo do abandono, medo da falta, em relação ao outro.
Como é que o Espírito (que é perfeito) e o Coração (que está Aberto) poderiam conceber uma falta do que quer que seja?
Isso não é uma privação e não deve resultar de uma privação, ligada à vontade, mas, sim, estabelecer-se como um estado de fato, em ressonância com a instalação da Luz.
Todos vocês vivem coisas semelhantes, sem, no entanto, falar exclusivamente da esfera sexual.
O conjunto dos desejos ligado ao Eixo ATRAÇÃO / VISÃO (que mantém este mundo e esta Ilusão) desaparece, necessariamente, desde que a Porta Estreita começa a ser atravessada, desde o momento em que a Transparência começa a aparecer em sua vida.
Como poderia ser de outra forma?
Vocês não podem ter frenesi e viver a Unidade.
Isso desaparece, muito naturalmente, do campo da sua Consciência.
Vocês não podem ter uma avidez, qualquer que seja, e manifestar a Unidade.
Eu os lembro de que a Unidade, o Coração, o Si, é doação total, Transparência total e restituição.
Dessa maneira, então, é perfeitamente lógico e usual que o conjunto dos afetos, ligado ao corpo de desejo, modifica-se, de maneira extremamente importante, quanto mais o tempo que lhes é disponível sobre esta Terra transcorrer.
Para dar um exemplo: imaginemos um casal em que os dois vivem o Fogo do Coração e que persistiria em estabelecer, ou a querer estabelecer, um desejo sexual.
Eles teriam que constatar, rapidamente, que há uma forma de incompatibilidade, pelo aquecimento Interior extremo, porque não se pode mais, vivendo o Fogo do Coração, fazer nascer o fogo do desejo.
Porque, naquele momento, há uma dissimulação da Luz e o Fogo do Espírito é muito mais aquecedor, eu diria, do que o fogo da personalidade.
Resultaria, então, em um mecanismo chamado de inflamação, tanto ao nível dos centros inferiores, como (isso seria ainda mais perigoso) ao nível do chakra do Coração, podendo levar a processos extremamente lamentáveis.
Agora, mais uma vez, vocês nada têm a restringir e nada a forçar.
Aí aonde vai se colocar o problema é quando um dos dois está mais adiantado em relação ao outro.
Mas isso é lógico, isso corresponde à ação direta, não de sua vontade, mas da Luz.
Eu os lembro de que ao nível das leis matriciais do confinamento, o principal obstáculo ao Espírito foi chamado de lei de karma.
Já que vocês estabelecem laços, através das ações e das reações que existem desde uma eternidade, fazendo-os crer que vocês irão reparar alguma coisa (através do estabelecimento de uma relação) ou pagar alguma coisa (em relação a uma ação cometida em um tempo remoto ou antigo).
Acontece que os seres que vocês estimam, hoje (marido, mulher, filho, pai), são, muito exatamente, os seres com quem vocês tiveram os piores problemas, nas vidas passadas, mesmo se, hoje, a relação lhes pareça a mais harmoniosa.
Mesmo se isso lhes pareça inconcebível, nos Reinos Unificados, nos Mundos Unificados, a noção de família (tal como ela é compreendida e vivenciada neste mundo), os laços de sangue, não podem existir.
É o mesmo para os laços da carne, já que o Ilimitado não pode ser constrangido pelo que quer que seja pertencente a este mundo e a este corpo de desejo.
Tudo é em função do seu ponto de vista: aquele da personalidade ou aquele do Coração.
Assim mesmo, as noções que foram aceitas pela totalidade dos seres humanos (quaisquer que sejam sua religião e sua consciência), como a noção de sobrevivência ou de perpetuação da espécie, é apenas a habilidade de algumas consciências, que os confinaram, para perpetuar o próprio confinamento.
E isso é chamado de vida, de procriação, que não tem absolutamente qualquer existência nos Mundos Unificados.
O problema da consciência humana confinada é que ela é persuadida de que ela vai recriar as mesmas regras e as mesmas vidas, nos Mundos Unificados: o que é impossível.
Isso participa do que nós abordamos entre o conhecido e o Desconhecido.
Enquanto suas convicções, espirituais, do Espírito, resultam simplesmente da sua experiência, em meio a este mundo, vocês não podem viver a Unidade.

Nós não temos mais perguntas, nós lhes agradecemos.

Irmãos e Irmãs humanos encarnados nesse corpo, eu rendo Graças à nossa troca e eu peço para honrar a presença de nossa Graça conjunta.
Eu lhes digo, então, até uma próxima troca.

... Efusão Vibratória ...


Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

MA ANANDA MOYI Estrela de Maria - 27 de novembro de 2011

Mensagem da amada MA ANANDA MOYI no site francês:
27 de novembro de 2011
(Mensagem publicada em 28 de novembro)
Áudio

Eu sou MA ANANDA MOYI e eu os amo.
Irmãos e Irmãs, eu venho entre vocês, e em vocês, como Vibração da Estrela AL.

Vou completar, ao meu modo, pela Vibração de minha Presença (em vocês e, para alguns de vocês, em seu Canal Mariano), a fim de Ressoar e de Vibrar, em vocês, o papel da Estrela AL.

Essa Estrela AL, que eu porto em Vibração, corresponde, em vocês, à revelação na Porta AL, que é o momento no qual o fogo da encarnação é substituído pelo Fogo do Espírito.

A Alma, naquele momento, desvia-se das funções limitadas da vida para Abandonar-se e permitir sua Crucificação e sua Ressurreição nos mundos da Alegria, do Amor e da Verdade.

AL é, também, uma das cinco Chaves Metatrônicas.
AL é a realização dessa Passagem do ego ao Coração, que permite viver a Verdade, inteiramente, viver as Núpcias Místicas com a Luz Branca, com CRISTO.

Esse momento e essa Passagem correspondem, precisamente, ao instante em que vocês não têm mais necessidade de realizar as idas-e-vindas entre a consciência dita comum e a Consciência Turiya ou Consciência da Existência.

Naquele momento, a alma consome-se, na Alegria e no Fogo do Amor, dando-lhes a viver o que eu manifestei em minha vida: o êxtase o mais arrebatador e o mais total, a felicidade a mais maravilhosa que a Consciência possa viver no momento de sua Liberação.

Esse abrasamento (muitos de vocês dele aproximam-se, hoje, grandemente), através de suas imersões na Luz do Amor, através de seus Alinhamentos e através de seus períodos em que a Luz Branca toma-os e transporta-os, em Consciência e em Verdade, na Luz.
São esses instantes em que nada mais existe do que essa Luz.
São os instantes em que todo sentido da identificação desaparece.
Esse abrasamento da alma corresponde ao momento em que a Terra viverá, ela mesma, seu abrasamento de Luz.
Vocês estão todos convidados, sem exceção alguma, a viver isso.

Hoje (mais do que nunca, em termos terrestres), vocês não têm mais muita coisa a fazer, apenas Ser, porque esse «apenas», de fato, é, verdadeiramente, a única Verdade.

O abrasamento da alma, pelo Fogo do Espírito: esse momento o qual o Bem amado João chamou o Corpo Causal, desaparece, pondo a nu a alma e o Espírito, é um momento que será, efetivamente, marcado profundamente, se se pode dizer, na história da Consciência.

O que marca o Fogo da alma que se volta para o Espírito (esse abrasamento da alma) é a Alegria.
Uma Alegria que cresce e que vem fazer derreter tudo o que não é essa Alegria.
É o momento em que as experiências que vocês efetuam, em seu ritmo próprio, tornam-se o abrasamento da totalidade quando, aí, há uma irrupção total da natureza de cada consciência, na Luz, em Sua Luz.
É o instante do transporte Final da alma, no êxtase o mais absoluto, no qual se vive o que alguns de nós (tanto Estrelas como Anciões ou outros) descrevemos como o Maha Samadhi.
É o momento de plenitude o mais absoluto, no qual não existe mais qualquer interstício para a dúvida, para outra coisa que não a Alegria.
É o momento em que a consciência encarnada vive sua Transcendência a mais total e no qual nada mais pode existir que não essa Transcendência total, que dá a viver a Alegria e o Fogo.

Esse Fogo que consome, inteiramente, tudo o que não é Eterno, que consome, inteiramente, tudo o que não é ele mesmo.

Nós lhes dissemos que o Si era Alegria, que o Amor é Alegria e que a Luz é Vibração de Alegria.
Se vocês estão aí, e se vocês me escutam, é que, de uma maneira ou de outra, vocês viveram a aproximação e, sobretudo, a Verdade.
Resta, agora, estabelecer isso.
E esse momento será importante, porque vocês o estabelecerão de Coração a Coração.
A Comunhão, naquele momento (tal como lhes foi apresentada), tornar-se-á perpétua e eterna.
É o momento em que vocês não poderão mais ir e vir, é o momento que foi chamado, por alguns de nós, a Dissolução no Único, na própria Fonte da Alegria.
É um momento de reencontros que passa das palavras.
É, aliás, muito difícil dele falar, sem vivê-lo.
E, mesmo o fato de falar dele pode apenas fazê-los aproximar, devido à minha Presença em vocês, desse estado.

Eu terei o privilégio de acompanhá-los no Alinhamento, ao final de minha intervenção.
Vocês verão que a Luz e a Comunhão são as únicas consolações verídicas, reais; os únicos elementos que bastam para contentar a totalidade da Consciência.
Como os Anciões o disseram, e como nós, Estrelas, dissemos, tudo foi consumado, tudo foi entregue, tudo foi dado.
O que está a caminho – se se pode falar assim – é a Alegria.
Nada mais há que não a Alegria.
Quanto melhor vocês acolherem, melhor vocês se derem, melhor vocês serão preenchidos pela própria natureza do Amor.
Esse Amor, chamado de tantos modos, é a própria Essência da Consciência.

O Ponto AL é ligado, também, vocês talvez saibam, ao momento da Transcendência da dualidade, ao retorno ao que foi chamado – na falta de outros termos, nesta língua – a Androginia Primordial.

É o momento em que, com estupefação, a Consciência descobre que ela é, ela mesma, a Totalidade, o Tudo, que ela não é mais limitada pelo que quer que seja, tanto desse mundo como de outros mundos.
Essa Alegria não é comparável, absolutamente, a nada mais.
Mesmo o maior dos prazeres que possam existir na encarnação, absolutamente, nada é em comparação com o incomparável.
Esse abrasamento da alma é uma dilatação, ao infinito, do Coração e da Consciência, quando, com estupefação, todas as barreiras, todos os limites e todos os véus vão desaparecer.
Tudo o que vocês vivem, desde pouco tempo ou desde numerosos anos, para alguns de vocês, tinha apenas por objetivo prepará-los, o melhor que fosse possível para vocês, para viver essa Androginia Primordial.

É o momento em que vocês se imergem na Unidade, inteiramente, e no qual não pode mais existir a mínima dualidade.
O Corpo Causal abrasa-se.
Isso poderia ser como um gozo, mas multiplicado por um fator incomensurável e que, sobretudo, não é limitado ao que quer que seja, nem a qualquer causa, nem a qualquer objeto ou a qualquer assunto.
Lembrem-se de que, esse momento, vocês não têm que procurar, porque ele virá a vocês, no momento escolhido pela Terra.
Ele lhes será anunciado, porque os Sons da Alma e do Espírito fusionar-se-ão com os Sons do Céu e da Terra.
Isso não poderá ser confundido com absolutamente nada, porque o Coração estará em Fogo, porque o Corpo Físico estará numa Vibração inconcebível e, sobretudo, essa Alegria crescerá, de instante a instante.
O corpo não poderá mais mover-se, vocês serão a Luz, inteiramente, a Luz.

O que vocês vivem uns e outros, mesmo se isso lhes pareça, por vezes, difícil, é apenas sua preparação, a mais adaptada, ao Amor, para vocês.
O abrasamento da Coroa do Coração, da Cabeça, do Sacro a ativação do conjunto de Portas (como se ativaram, para vocês, a maior parte das Estrelas da Cabeça ou algumas delas), esses mecanismos de Vibração que os tornam leves, as Núpcias Celestes, as Etapas, as Núpcias de Luz: todos esses elementos que vocês têm vivido, talvez (à sua hora ou agora), são um convite para viver o UM, para ser a Verdade.

As Estrelas acompanham-nos.
Vocês sabem que vocês sozinhos podem cruzar essa Porta, mas que vocês não estão mais, jamais, sós.
Muitos de vocês começam a perceber, de diferentes maneiras, a Luz Unitária, as Consciências Unitárias.
A Androginia Primordial é o momento em que vocês se fundem no que não tem nem fundo nem cimeira.
Tornar-se o Tudo, tornar-se essa Alegria, sem começo, sem fim, viver o Êxtase e o Íntase os mais arrebatadores, é a evolução de cada um.

É claro, após, como vocês sabem, cada um será dirigido por sua própria Vibração, para seu domínio de eleição e de predileção.
Viver o fim da limitação é um instante que vai permitir-lhes reencontrar sua Essência primeira, aquela que nenhuma experiência – nos mundos carbonados, alterados – pôde permitir-lhes levar a seu termo.

Esse momento em que a Luz Branca revelar-se-á, inteiramente – não unicamente no Céu ou no Manto da Terra, mas no conjunto de consciências – é um momento único.
Sua preparação é, para isso, única, mesmo se, é claro, uns e outros, nós lhes falamos dos Novos Corpos, das Estrelas, das Portas, como testemunhos e marcadores de sua transformação de consciência.

Hoje, vocês chegaram ao limiar dessa Dissolução do Corpo Causal.
Vocês são levados, cada um, à sua Porta, por sua Vibração.
Vocês são levados, por si mesmos, a viver esse Fogo do Coração, a integrá-lo.

Diferentes nomes que lhes deram os Arcanjos vão corresponder, inteiramente, ao que vocês vivem e viverão.

Os momentos de Comunhão e de Graça que lhes foram propostos são, agora, o meio privilegiado para cruzar a Porta.
Vocês vão viver, cada vez mais, o mecanismo de levantamento e dissolução dos véus, que os levará a rir, sem fim, porque o Coração é um riso sem fim.
Tudo o que os Arcanjos, desde os Casamentos Celestes, disseram, tudo o que foi enunciado e anunciado pelo Comandante dos Anciões, como aquele que estava, aí, antes (Ndr: intervenções de O.M. AÏVANHOV e SRI AUROBINDO, de 27 de novembro, na rubrica «mensagens a ler») não tem sido enunciado e anunciado para fazê-los ter paciência ou esperar, mas, bem mais, para prepará-los para esse encontro que foi inscrito bem antes de sua precipitação – voluntária, consciente ou não – sobre esse mundo.
A Fonte nomeou a isso o Juramento e a Promessa.
Vocês entraram nesses tempos específicos que vão fazê-los sair do tempo.

Lembrem-se, também, de que, neste momento, vocês estão, muito exatamente, em seu lugar, para viver isso.
E, progressivamente e à medida que o Abandono à Luz, a Confiança na Luz estabelece-se e trabalha em vocês, progressivamente e à medida que vocês tomam consciência da Verdade a mais absoluta do que nós lhes dissemos – porque vocês não creem em nós, mas porque vocês o vivem – e, vivendo-o, vocês fazem sua essa experiência, porque é a única Verdade.

A Luz os faz sair de todas as ilusões, ela os faz entrar na completude.
O Fogo que os consome, consome apenas o supérfluo, e põe a nu o Ser Consciente, o Ser Absoluto.

Como nós o dissemos (Umas, Outras, Uns e Outros), nós estamos ao lado de vocês e em vocês.
Então, abram-se a nós, como nós nos abrimos a vocês, porque nós somos a mesma Realidade, a mesma Unidade.

O que eu vivi, em minha última vida, vocês o viverão.
Muitos de vocês começam a suspeitar disso e a verificá-lo.
Isso não é inacessível, isso não está afastado, mas está inscrito nesse tempo.
Esse tempo que não tem data, porque ela se aproxima, ao mais próximo de vocês, de cada um.

Como nós o dissemos, vocês são os Filhos do UM, os Filhos do Único, vocês são os Filhos de Luz, as Sementes de Estrelas.
Todas essas palavras que, quando são vividas sem a Vibração e no exterior, nada querem dizer, que tomam, hoje, todo seu sentido, em sua Vibração.
E isso é uma Alegria, a única Alegria, que não dependerá, em nada, de qualquer outro do que dela mesma.
No abrasamento do Coração, na Androginia Primordial, vocês percebem que a separação é uma ilusão.

Em definitivo, quando nós lhes falamos desse mundo como uma Ilusão, isso era apenas a estrita Verdade e apenas a visão limitada da pessoa, da personalidade podia disso duvidar.
O Abrasamento da alma restitui-os a vocês mesmos, em sua Unidade.
E isso – ainda, eu o repito – cada ser tem a possibilidade de viver, porque não existe qualquer sofrimento, qualquer punição, qualquer deus vingador exterior, qualquer salvador.
Há apenas vocês, e vocês mesmos.
Há apenas a Liberdade de ser, enfim, Livre, a Liberdade de ser, enfim, Ascendido, Reunificado.
Talvez, entre vocês, haja algumas Consciências que se dão conta de que, quando de nossa vinda, diretamente a vocês (em seus Alinhamentos ou nesse momento mesmo), a Consciência abre-se, mais do que nunca.
Ela os transporta às moradas da Alegria e da Eternidade, nas quais não pode existir qualquer falta, qualquer sofrimento, qualquer oposição e qualquer contradição, porque é nossa Morada comum, porque é nossa Verdade comum.
E que, aliás, não são outros lugares que não no Interior de cada Coração, de cada Consciência.

Quando nós lhes dissemos, pela Voz dos Arcanjos, que estávamos na aurora de um dia novo e na orla de sua dimensão, vocês percebem – hoje, e a cada dia, mais do que nunca – que a distância nada quer dizer, que a separação existia, simplesmente, apenas porque vocês haviam esquecido.

As palavras que eu lhes dirijo, dirigem-se à alma e à Comunhão de nossos Espíritos.
Minhas palavras são postas porque permitem, neste instante de Comunhão, viver essa Alegria.
Então, vocês podem, talvez, constatar que não há mais necessidade de pôr uma distância, de utilizar uma ferramenta: há apenas que Ser no Instante.
E que, neste Instante, está escrita a totalidade dos tempos e a totalidade da Luz.
Que o Fogo do Coração é Alegria e Verdade, porque os Anjos e os Arcanjos estão, todos, em nós, porque a Fonte está aí, porque a Alegria está aí.
Então, a Consciência abre-se, cada vez mais, à Verdade que nos é comum.
Então, a Vibração coloca-se, naturalmente, no Coração do Ser, em sua Presença e em minha Presença, em nossa Presença comum.

Amados do UM, essa é a evidência de nossa Comunhão.
As palavras tornam-se música, elas se tornam Canto da Alma e do Espírito, Única Verdade.
A Beleza é aquela da Consciência.

Nesses instantes, tais como nós vivemos, não há mais nem questão nem procura, porque o Abrasamento da alma, o Fogo do Espírito revelam a natureza ígnea da Consciência e, nesses momentos, nós somos UM, nós estamos – como diria UM AMIGO – de Coração a Coração, do Coração do UM ao Coração de Todos e do Coração de cada UM a cada Outro.
A Alegria torna-se, então, uma evidência que demanda apenas tomar todo o lugar, porque não há lugar para outra coisa que não a Vibração da Alegria, do Amor, da Luz.
As primícias da Ressurreição, os estigmas da Ascensão vivem-se – agora e a cada dia – a cada sopro.
Nós comungamos no mais íntimo de cada um e, a cada dia, vocês comungam no mais íntimo das Estrelas, dos Anciões, dos Arcanjos e do conjunto de forças Unificadas na Unidade.

A Alegria é a solução para o alarido desse mundo.
A Alegria é a evidência da resposta à falta, ao medo, à separação.
Cada um será chamado, ao seu modo, para estabelecer-se, agora, na Verdade.
O tempo da Terra – ou o tempo coletivo – sincroniza-se ao tempo de cada um, porque cada um converge para a Mãe Terra.
O Sol responde.
O Coração abrasa-se.
A Alegria é o bálsamo.
A Alegria é a única Verdade.

Fogo de Alegria e Fogo do Espírito fazem apenas UM.
Naquele que rasgou todos os véus de suas próprias ilusões, como aquela do mundo, nada há a destruir: há, agora, a elevar.
Nada há a construir, tampouco.
Há apenas, simplesmente, que aceitar ser essa Comunhão e esse Fogo.

Quanto mais vocês forem numerosos a viver isso – a instalar-se nisso – mais vocês comungarão à Dimensão Nova da Terra, a ela mostrando sua alegria, a ela dando a viver seu Amor e sua Alegria, a ela mostrando, de algum modo, seu acordo para o abrasamento.

Então, ela poderá, por sua vez – porque é ela que decide, mas ela é sensível a cada um e a cada uma – decidir estabelecer-se na Alegria.
A Nova Aliança estará, então, consumada e estabelecida.

Nós sempre dissemos que o Coração era a resposta.
Não há outra resposta.
Que o Coração era a Porta, porque há apenas uma única Porta.

Então, nós nos aproximamos sempre de sua Consciência.
Nós estamos em vocês, para alguns de vocês, e muitos de vocês.

O que vem é Alegria e Comunhão.
Não há que duvidar disso, no espaço da Vibração do Sagrado, porque, naquele momento, vocês estão plenos e saturados de Alegria.
Os espaços e os tempos de medo e de dúvidas não existem, simplesmente, mais.

Irmãos e Irmãs bem amados, fiquemos aí: nessas algumas palavras, nesse espaço de Comunhão, nesse espaço de Alegria e de Fogo.

Cabe a vocês decidir: Vocês querem ser Alegria?
Vocês querem não mais deixar manifestar-se o medo e a falta?
Vocês querem Realizar e Finalizar a Verdade de sua Consciência?
Vocês querem seguir a Verdadeira Vida?
Vocês querem ser o Templo da Presença d’Ele?
Vocês querem tornar-se UM com todos os Uns, em Dimensões nas quais não existe qualquer Outro, nas Dimensões nas quais não existe qualquer exclusão, qualquer sombra e qualquer sofrimento?

Nós lhes estendemos nossas mãos e nossos Corações.
Nós realizamos o que havia a realizar.
Vocês realizaram, quase na totalidade, o que havia a realizar, para reencontrar a Essência e a Liberdade de sua Alegria, de seu Ser.

Amados do UM, o tempo da Comunhão do conjunto de Consciências da Terra chegou.
Então, isso é amanhã?
Isso é depois de amanhã?
Não, é na sequência, porque são vocês que decidem e, a partir do instante em que vocês tenham decidido, o tempo da Terra, para vocês, não é mais uma distância nem uma espera.

Vocês não são mais dependentes do tempo da Terra, vocês não são dependentes de nada mais, exceto de sua Consciência.
Então, o que importa o tempo, dado que tudo está consumado para vocês?
É possível hoje.

Muitas Estrelas batem à Porta: à Porta do Coração, é claro, mas, também, à Porta do Espírito.

Irmãos e Irmãs bem amados, permaneçamos no Silêncio e na Comunhão, a fim de Comungar, ainda mais, quando nossos outros Irmãos e Irmãs, aqui e em outros lugares sobre esta Terra, como em qualquer Dimensão, reunirem-se a nós, juntos, no mesmo Coração, no mesmo Canto.

Preparemo-nos, portanto, para estarmos ainda mais Conscientes da Alegria.

Junto-me ao seu Coração, mas sem minhas palavras, prosseguindo a Vibração da Alegria do UM, em cada um e em cada uma.
Eu nos Amo.

Eu lhes digo, até dentro de alguns instantes, para Comungar, ainda mais amplamente, à Graça, à Unidade.

Eu sou MA e, sobretudo, eu sou UM, porque eu sou Vocês.

... Efusão Vibratória / Comunhão...


Versão para o português: Célia G.